» Mundo > Notícias

OMC reconhece o Proex, mas impõe limites aos financiamentos
(Global21, 2001-08-03)

Governos do Brasil e do Canadá comemoraram, num sinal de que a decisão foi bastante diplomátic. A briga, contudo, não terminou ainda

A Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou nesta quinta o relatório sobre o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), indicando que o programa é legal, desde que siga determinados critérios para a concessão de financiamentos às exportações, entre os quais um prazo inferior a 10 anos e um teto de 85% do valor exportado. A decisão, que foi divulgada pela Agência Estado e pela Agência Globo, já era conhecida, mas havia sido comunicada apenas extra-oficialmente aos governos brasileiro e canadense. As disputas entre a empresas Embraer, do Brasil, e Bombardier, do Canadá, no comércio internacional de aeronaves, estão na raiz dos desentendimentos entre os dois países.

Tanto a representação do Brasil como a do Canadá comemoraram o resultado do painel, numa indicação de que a decisão foi bastante diplomática. Na avaliação dos brasileiros, o país já adota os critérios da OMC e, assi, saiu vitorioso. Para os canadenses, a decisão sobre a controvérsia teria correspondido exatamente às reivindicações do governo de Ottawa. (Clique aqui para ler o comentário do Primeira Leitura, do dia 10 de julho, sobre essa decisão da OMC)

A briga, contudo, não vai terminar agora. O vice-presidente de relações externas da Embraer, Henrique Rzezinski, informou que o Canadá tem três programas de incentivo as exportações sendo questionados pelo Brasil na OMC. Ele afirmou que os resultados dos seis painéis que avaliam esses programas deverão sair em outubro.

Caso o Canadá seja condenado, afirma o executivo, o Brasil poderá pedir uma retaliação. No ano passado, o Canadá ganhou o direito de retaliar o Brasil por causa da segunda versão do Proex, que foi alterado no fim do ano e, posteriormente, aprovado pela OMC. Até o momento, porém, o Canadá não fez essas retaliações

 

 

Latino-americanos: há um declinio em apoiar democracia?
(Folha Online, 27/07)

Uma pesquisa de opinião pública feita pelo instituto chileno Latinobarometro, que será publicada na revista The Economist desta semana, revela que os latino-americanos estão hesitando no seu apoio à democracia.

Segundo a revista, os resultados desse ano, comparados aos do ano passado, indicam um declínio acentuado e inédito do apoio à democracia em quase toda a região. Há inclusive uma pequena elevação daqueles que apóiam ditaduras, embora apenas no Paraguai a maioria disse preferir um governo autoritário a uma democracia.

Segundo a pesquisa, o único país no qual o apoio à democracia cresceu foi o México, onde a eleição no ano passado do presidente Vicente Fox acabou com um período de sete décadas de domínio do Partido Revolucionário Institucional. No Peru, o apoio elevado e estável à democracia pode refletir a esperança da população depois da queda do presidente Alberto Fujimori.

Em sua pesquisa, a Latinobarometro constatou que 30% dos entrevistados no Brasil escolheram a seguinte posição em relação ao sistema político: “A democracia é preferível a qualquer regime de governo”. No ano passado, 39% dos entrevistados no país tinham escolhido essa declaração. Em 1999, foram 48%. Outra opção apresentada pela pesquisa foi: “Em certas circunstâncias um governo autoritário pode ser preferível a uma democracia”. No Brasil, 18% dos entrevistados escolheram essa declaração, uma queda em relação a 1999, quando 24% apontaram essa opção. Em 1998, eram 18%. 

 

 

Rússia inicia em setembro diálogo para entrada na OMC
(Agência Globo, 2001-07-29)

A Rússia inicia diálogo com o Ocidente em setembro para seu ingresso na Organização Mundial de Comércio (OMC), informou  o vice-ministro russo da Economia, Maxim Medvedkov, citado pela agência de notícias Itar Tass. O governo russo vai tratar de sua entrada na organização, esperando que esteja concluída em 2002 com os Estados Unidos, a União Européia e a Noruega, disse Maxim Medvedkov. A China e a Rússia são os únicos grandes países que não pertencem à organização. A China deverá ingressar até o fim do ano, já que as negociações estão avançadas.

 

 

Fusões e aquisições registram recorde, revela KPMG
(Exame, 2001-08-01)

As fusões e aquisições registraram recorde no primeiro semestre deste ano, segundo estudo da KPMG Corporate Finance. Segundo a empresa, aconteceram 184 negócios nos primeiros seis meses deste ano, o maior número desde 1992, quando a KPMG começou a fazer o estudo.

O aquecimento desse indicador se deve em grande parte às vendas de concessões do governo para o setor petrolífero e de energia _primeiro e terceiro lugar no ranking da KPMG, com 37 e 16 transações, respectivamente. A área de tecnologia da informação ficou em segundo lugar, com 19 negócios.

Presidente do Uruguai apóia plano argentino de déficit zero Fonte : Reuters Investor O presidente uruguaio, Jorge Batlle, deu seu apoio ao plano de ajuste fiscal proposto pelo governo de seu colega Fernando de la Rúa, que procura reduzir a zero o déficit fiscal.

“Estamos apoiando firmemente a decisão de déficit fiscal zero”, disse Batlle, após se reunir com o presidentee chileno, Ricardo Lagos.

“O déficit fiscal zero é um objetivo para o qual todos temos que apontar nossos governos.”

O presidente expressou esperança de que o objetivo do ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, de eliminar o déficit fiscal se cumpra, pois assim todos os países se verão beneficiados.  “Temos esperança de que seja um objetivo realizável na Argentina.  Sabemos que irá fazer muito bem à Argentina e por isso - por essa comunidade de países, a cada dia mais interdependente - todos nós vamos receber esse benefício.”

 

 

Ministro Cavallo pede a argentinos que confiem no país, mas (ele) prefere investir seu dinheiro no exterior
(Agência Estado, agosto de 2001)

Enquanto o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, pede à população que confie no país, ele e grande parte da equipe que compõe o governo De la Rúa preferem investir seu dinheiro no exterior. É o que mostra uma matéria publicada pela revista Veintitrés e reproduzida pela Agência Estado.

De acordo com a reportagem, baseada nas declarações de bens dos integrantes do governo, Cavallo possui a maior parte de seu dinheiro investido em quatro fundos de pensão: o Meridian FDS Global E Equity FD CLB, o Meridian US Emerging E Growth FD CLB, o Meridian US Equity FQE CJ CLB e o Put Nam US Groth Fond F Cayman CS CLB. Nenhum desses quatro fundos possui títulos da dívida argentina ou ações das principais empresas deste país.

Ainda segundo a Veintitrés, “se todos os investidores fizessem o mesmo que Cavallo faz com seu dinheiro, naturalmente, os bancos quebrariam, a Argentina entraria em default e o país não cresceria mais”. A revista sustenta que o resto do dinheiro do ministro - 77 mil pesos e US$ 25 mil, ou seja, um décimo do que ele possui nos fundos no exterior - estão depositados na Argentina. Cavallo disse que não responderia sobre a reportagem da Veintitrés.

Recentemente Cavallo foi criticado pelos elevados gastos familiares. Em 1992, admitiu publicamente que precisava US$ 10 mil para viver. Segundo a Veintitrés, a festa de casamento de sua filha, há duas semanas, custou US$ 100 mil.

 

Entrada da China na OMC vai acirrar concorrência mundial em têxteis, calçados e brinquedos.
(InvestNews, 2001-08-03)

Países irão manter barreiras por períodos de transição e usar defesa comercial. A Argentina manterá restrições sobre importações de produtos têxteis e confecções, de calçados e de brinquedos originárias da China por mais cinco anos, contados a partir da entrada de Pequim na OMC.  Esse prazo fará parte do pacote de condições da acessão da China na OMC.  Outros membros da organização conseguiram arrancar da China prazos adicionais para manter restrições: a União Européia (UE), para seus calçados, e a Tailândia, a Hungria e a Turquia, também para calçados e têxteis.

Na prática, esses acordos beneficiam os exportadores brasileiros, por ganharem tempo adicional para se preparar contra a concorrência dos produtos chineses naqueles mercados, a começar pela Argentina.  Só falta agora a China concluir acordo com o México. Temerosos da concorrência de produtos baratos chineses em vários setores, os mexicanos querem manter 1.344 linhas tarifárias com a mesma política de antidumping que podem utilizar atualmente contra Pequim.  Certo é que os produtores e exportadores de têxteis, calçados e brinquedos, sobretudo, vão afrontar concorrência ainda maior dos chineses no mundo todo.

 

Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net