|
|
OMC
reconhece o Proex, mas impõe limites aos financiamentos Governos do Brasil e do Canadá
comemoraram, num sinal de que a decisão foi bastante diplomátic. A
briga, contudo, não terminou ainda A Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou nesta quinta o relatório sobre o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), indicando que o programa é legal, desde que siga determinados critérios para a concessão de financiamentos às exportações, entre os quais um prazo inferior a 10 anos e um teto de 85% do valor exportado. A decisão, que foi divulgada pela Agência Estado e pela Agência Globo, já era conhecida, mas havia sido comunicada apenas extra-oficialmente aos governos brasileiro e canadense. As disputas entre a empresas Embraer, do Brasil, e Bombardier, do Canadá, no comércio internacional de aeronaves, estão na raiz dos desentendimentos entre os dois países. Tanto a representação do Brasil como a
do Canadá comemoraram o resultado do painel, numa indicação de que a
decisão foi bastante diplomática. Na avaliação dos brasileiros, o país
já adota os critérios da OMC e, assi, saiu vitorioso. Para os
canadenses, a decisão sobre a controvérsia teria correspondido
exatamente às reivindicações do governo de Ottawa. (Clique aqui para
ler o comentário do Primeira Leitura, do dia 10 de julho, sobre essa
decisão da OMC) A briga, contudo, não vai terminar
agora. O vice-presidente de relações externas da Embraer, Henrique
Rzezinski, informou que o Canadá tem três programas de incentivo as
exportações sendo questionados pelo Brasil na OMC. Ele afirmou que os
resultados dos seis painéis que avaliam esses programas deverão sair em
outubro. Caso o Canadá seja condenado, afirma o
executivo, o Brasil poderá pedir uma retaliação. No ano passado, o
Canadá ganhou o direito de retaliar o Brasil por causa da segunda versão
do Proex, que foi alterado no fim do ano e, posteriormente, aprovado pela
OMC. Até o momento, porém, o Canadá não fez essas retaliações
Latino-americanos:
há um declinio em apoiar democracia? Uma pesquisa de opinião pública feita
pelo instituto chileno Latinobarometro, que será publicada na revista The
Economist desta semana, revela que os latino-americanos estão hesitando
no seu apoio à democracia. Segundo a revista, os resultados desse
ano, comparados aos do ano passado, indicam um declínio acentuado e inédito
do apoio à democracia em quase toda a região. Há inclusive uma pequena
elevação daqueles que apóiam ditaduras, embora apenas no Paraguai a
maioria disse preferir um governo autoritário a uma democracia. Segundo a pesquisa, o único país no
qual o apoio à democracia cresceu foi o México, onde a eleição no ano
passado do presidente Vicente Fox acabou com um período de sete décadas
de domínio do Partido Revolucionário Institucional. No Peru, o apoio
elevado e estável à democracia pode refletir a esperança da população
depois da queda do presidente Alberto Fujimori. Em sua pesquisa, a Latinobarometro
constatou que 30% dos entrevistados no Brasil escolheram a seguinte posição
em relação ao sistema político: “A democracia é preferível a
qualquer regime de governo”. No ano passado, 39% dos entrevistados no país
tinham escolhido essa declaração. Em 1999, foram 48%. Outra opção
apresentada pela pesquisa foi: “Em certas circunstâncias um governo
autoritário pode ser preferível a uma democracia”. No Brasil, 18% dos
entrevistados escolheram essa declaração, uma queda em relação a 1999,
quando 24% apontaram essa opção. Em 1998, eram 18%.
Rússia
inicia em setembro diálogo para entrada na OMC A Rússia inicia diálogo com o Ocidente
em setembro para seu ingresso na Organização Mundial de Comércio (OMC),
informou o vice-ministro russo da Economia, Maxim Medvedkov, citado
pela agência de notícias Itar Tass. O governo russo vai tratar de sua
entrada na organização, esperando que esteja concluída em 2002 com os
Estados Unidos, a União Européia e a Noruega, disse Maxim Medvedkov. A
China e a Rússia são os únicos grandes países que não pertencem à
organização. A China deverá ingressar até o fim do ano, já que as
negociações estão avançadas.
Fusões e
aquisições registram recorde, revela KPMG As fusões e aquisições registraram
recorde no primeiro semestre deste ano, segundo estudo da KPMG Corporate
Finance. Segundo a empresa, aconteceram 184 negócios nos primeiros seis
meses deste ano, o maior número desde 1992, quando a KPMG começou a
fazer o estudo. O aquecimento desse indicador se deve em
grande parte às vendas de concessões do governo para o setor petrolífero
e de energia _primeiro e terceiro lugar no ranking da KPMG, com 37 e 16
transações, respectivamente. A área de tecnologia da informação ficou
em segundo lugar, com 19 negócios. Presidente do Uruguai apóia plano
argentino de déficit zero Fonte : Reuters Investor O presidente uruguaio,
Jorge Batlle, deu seu apoio ao plano de ajuste fiscal proposto pelo
governo de seu colega Fernando de la Rúa, que procura reduzir a zero o déficit
fiscal. “Estamos apoiando firmemente a decisão
de déficit fiscal zero”, disse Batlle, após se reunir com o
presidentee chileno, Ricardo Lagos. “O déficit fiscal zero é um objetivo
para o qual todos temos que apontar nossos governos.” O presidente expressou esperança de que
o objetivo do ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, de eliminar
o déficit fiscal se cumpra, pois assim todos os países se verão
beneficiados. “Temos esperança de que seja um objetivo realizável
na Argentina. Sabemos que irá fazer muito bem à Argentina e por
isso - por essa comunidade de países, a cada dia mais interdependente -
todos nós vamos receber esse benefício.” Ministro
Cavallo pede a argentinos que confiem no país, mas (ele) prefere investir
seu dinheiro no exterior Enquanto o ministro da Economia da
Argentina, Domingo Cavallo, pede à população que confie no país, ele e
grande parte da equipe que compõe o governo De la Rúa preferem investir
seu dinheiro no exterior. É o que mostra uma matéria publicada pela
revista Veintitrés e reproduzida pela Agência Estado. De acordo com a reportagem, baseada nas
declarações de bens dos integrantes do governo, Cavallo possui a maior
parte de seu dinheiro investido em quatro fundos de pensão: o Meridian
FDS Global E Equity FD CLB, o Meridian US Emerging E Growth FD CLB, o
Meridian US Equity FQE CJ CLB e o Put Nam US Groth Fond F Cayman CS CLB.
Nenhum desses quatro fundos possui títulos da dívida argentina ou ações
das principais empresas deste país. Ainda segundo a Veintitrés, “se todos
os investidores fizessem o mesmo que Cavallo faz com seu dinheiro,
naturalmente, os bancos quebrariam, a Argentina entraria em default e o país
não cresceria mais”. A revista sustenta que o resto do dinheiro do
ministro - 77 mil pesos e US$ 25 mil, ou seja, um décimo do que ele
possui nos fundos no exterior - estão depositados na Argentina. Cavallo
disse que não responderia sobre a reportagem da Veintitrés. Recentemente Cavallo foi criticado pelos
elevados gastos familiares. Em 1992, admitiu publicamente que precisava
US$ 10 mil para viver. Segundo a Veintitrés, a festa de casamento de sua
filha, há duas semanas, custou US$ 100 mil. Entrada da
China na OMC vai acirrar concorrência mundial em têxteis, calçados e
brinquedos. Países irão manter barreiras por períodos
de transição e usar defesa comercial. Na prática, esses acordos beneficiam os
exportadores brasileiros, por ganharem tempo adicional para se preparar
contra a concorrência dos produtos chineses naqueles mercados, a começar
pela Argentina. Só falta agora a China concluir acordo com o México.
Temerosos da concorrência de produtos baratos chineses em vários
setores, os mexicanos querem manter 1.344 linhas tarifárias com a mesma
política de antidumping que podem utilizar atualmente contra Pequim.
Certo é que os produtores e exportadores de têxteis, calçados e
brinquedos, sobretudo, vão afrontar concorrência ainda maior dos
chineses no mundo todo.
Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
|
|
|
|
|
|
|