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Empresas da Zona Franca de Manaus demitem pelo menos 974 em 2 semanas
(Estadao, 2001-08-01)

Número pode ser maior, já que dispensas de quem tem menos de um ano de carteira assinada não precisam passar pelo Sindicato; Força negocia garantia de empregos no setor eletroeletrônico; GM implementa feriado

O Sindicato dos Metalúrgicos homologou nas últimas duas semanas a demissão de 974 trabalhadores de indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM). Esse é o primeiro balanço da redução de postos de trabalho atribuído aos três meses de quedas consecutivas de vendas dos produtos da ZFM. Mas, em São Paulo, a Força Sindical se reúne nesta sexta com a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) para negociar um acordo de garantia de emprego para os trabalhadores do setor durante o período de racionamento de energia. No ABC paulista, a General Motors vai deixar de fabricar pelo menos 3.250 veículos em virtude da suspensão da produção durante cinco sextas-feiras, na fábrica de São Caetano do Sul




Desemprego na Argentina tem alta recorde
(Reuters, 2001-08-05)
O desemprego na Argentina cresceu em maio para 16,4% da população economicamente ativa em relação à taxa de 15,4% registrada em maio  de 2000, segundo anunciou o Ministério da Economia da Argentina, em um  comunicado.
Trata-se do maior nível de desemprego desde outubro de 1996, quando
o indicador era de 17,4%.
Em Buenos Aires e região urbana, o índice de desemprego avançou para
17,2% em maio frente a 16,0% registrado há um ano.
No mesmo dia do anúncio, as três maiores centrais sindicais
argentinas realizavam a sétima greve geral desde quando o presidente
Fernando de la Rúa assumiu, há 19 meses.



Mercado em expansão para administradores públicos
(Oriente-se.com, 2001-08-01)

O administrador público se diferencia do administrador de empresas pela formação voltada para promoção do interesse social e distanciada da busca pelo lucro. Essa característica, a princípio, parece restringir o mercado de trabalho dos administradores públicos exclusivamente aos cargos governamentais. No entanto, existe um outro campo de atuação para esses profissionais: o trabalho em Organizações Não-Governamentais (ONGs).

A administração pública fora dos órgãos estatais é um campo que vem crescendo nos últimos anos, em função da política adotada no país. Segundo o professor Sérgio Azevedo Fonseca, coordenador do Conselho do curso de Administração Pública da UNESP, o Estado vem se afastando do exercício de certas gestões públicas, que passaram a ser desempenhadas por outras entidades.

“Essas funções vem sendo ocupadas por instituições que se situam entre o Estado e as empresas”, diz o professor. São ONGs, fundações e sociedades civis, instituições sem fins lucrativos que precisam de um administrador com uma visão voltada para o interesse público e não só para o aspecto financeiro.

Por outro lado, as ONGs pensam que é preciso ter mais do que ideal e vontade para mudar o quadro social: organização e profissionalismo são também fundamentais. Para isso, as ONGs estão recrutando cada vez mais profissionais qualificados no mercado de trabalho. A busca por profissionais qualificados visa dotar as ONGs de melhores condições para defender suas causas com mais profissionalismo, receber mais recursos e, conseqüentemente, melhorar os serviços prestados.

Os trabalhadores do Terceiro Setor observam que quem trabalha em uma ONG está abrindo um caminho porque não existem cursos universitários, nem cadeiras específicas para este tipo de atividade. O aprendizado é feito na prática. A única diferença entre trabalhadores do Terceiro Setor e outros que atuam em empresas tradicionais é que, o primeiro grupo, tem que ter visão social do trabalho e estar afinado com a causa em questão.



Demissões na Motorola chegam ao Brasil
(Invertia, 2001-08-01)

A Motorola anunciou  que demitirá 242 funcionários do contingente de 2.019 pessoas que emprega no interior de São Paulo. A empresa atribuiu a decisão à retração da demanda no mercado mundial de telecomunicações. De acordo com a Motorola, será oferecido a cada funcionário demitido um pacote de benefícios extras. Em abril, a Motorola teve seu primeiro prejuízo em quinze anos.


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