|
|
|
Brasil busca ajuda do FMI e amplia
dependência externa O governo brasileiro está fazendo justamente o contrário do que deveria realizar para reduzir a dependência externa ao buscar novos empréstimos do Fundo Monetário internacional (FMI). A opinião é do economista Jorge Matoso, secretário de Ralações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, que vê a equipe econômica do governo adotar somente soluções de curto prazo diante de problemas estruturais. "Parece que o governo, ao invés de enfrentar questões como a vulnerabilidade interna e a dependência dos recursos externos, resolveu ampliar essa dependência e a vulnerabilidade", disse hoje Jorge Matoso, que é professor licenciado de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O secretário entende que os novos empréstimos podem ser no máximo soluções de curto prazo para enfrentar os problemas do câmbio. Para solucionar a atual situação de dependência de recursos externos do brasil, Matoso acredita que o governo deveria reduzir os juros, favorecer as exportações e adotar uma política de substituição das importações. "Essas questões são o gargalo da economia brasileira e resultado das políticas adotadas pelo governo nos últimos 15 anos", afirmou o economista. O governo brasileiro já iniciou negociações com o FMI para um novo programa de empréstimos, de acordo com informação divulgada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo. A missão técnica do FMI que veio ao Brasil na semana passada aconselhou o governo a fechar um programa de empréstimos de até 16 meses, o que comprometeria o início do próximo governo. Nesta edição Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
|
|
|
|
|
|
|