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Para Brizola, união de Itamar e Ciro é a única chance da oposição O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, defendeu uma chapa para as eleições presidenciais de 2002 formada pelo governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), e por Ciro Gomes (PPS). Brizola disse que essa é a única alternativa para que a oposição vença a disputa pelo Planalto. "Itamar e Ciro Gomes, separados, perdem. Mas, se eles se unirem, ganham", afirmou. Em sua proposta, ele não definiu qual dos dois seria o candidato a presidente e quem seria o candidato a vice. Nem disse se o PDT apoiaria essa chapa. O ex-governador tem mantido negociações tanto com o PPS quanto com Itamar. Brizola visitou nesta quinta o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para discutir com o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, a possibilidade de que sejam implantadas, nas próximas eleições, urnas que permitam a impressão do voto. Brizola acredita que o atual sistema eletrônico dá margem a fraudes. Ele afirmou que forças internacionais estariam interessadas numa eventual vitória do ministro da Fazenda, Pedro Malan, em 2002, que seria garantida por fraude eleitoral. "As forças internacionais estão preparando alguém que interessa ao Fundo Monetário Internacional e elas podem eleger um poste para presidente da República", afirmou. Ele disse que esse "poste" é o ministro Malan. Disse também que o presidente Fernando Henrique Cardoso prepara a candidatura do ministro da Fazenda com apoio do FMI. Brizola disse ainda que seria "uma grande honra para o PDT" se Itamar Franco se filiasse ao partido. O PDT pode ser uma opção para o governador de Minas, no caso de Itamar não conseguir ser escolhido como o candidato peemedebista ao Planalto. A candidatura de Itamar pode ser decidida na convenção do PMDB, em 9 de setembro. Se o nome do governador não for aprovado pelo partido, Brizola disse que recebe Itamar "de braços abertos". O presidente do PDT fez críticas ao PT e a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do partido pré-candidato do PT à Presidência. Afirmou que não vê em Lula a firmeza e a energia necessárias para ser presidente do país. Disse também que o petista ainda é inexperiente e afirmou duvidar da possibilidade de o PDT se aliar ao PT em 2002. Disse, entretanto, que o PT terá de "sair do salto alto" e se render à necessidade de uma união entre as esquerdas. Afirmou ainda que Lula assumiu um "perfil tucano" e agora defende um programa muito parecido com o de Fernando Henrique Cardoso. Disse que Lula deveria tomar "um bom banho para tirar o ranço da manteiga que estão botando em cima dele". Foi uma referência ao economista Guido Mantega, um dos coordenadores do esboço de programa econômico divulgado pelo PT. Brizola também esteve no Senado e, durante a visita, disse que FHC é "incompetente e mentalmente despreparado". O pedetista afirmou que o presidente é responsável pela crise de energia e que FHC só pensa nas eleições. "Ele é um intelectual, um grande professor. Todos nós somos alunos para ele. O Fernando Henrique vai ali para aquela mesa e nos olha com aquela superioridade do professor. Aluno não tem direito a dar palpite e nem de fazer pergunta. Quem sabe tudo é ele." Nesta edição Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
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