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O crepúsculo da economia sul-americana A revista The Economist afirma que as economias sul-americanas estão vivendo seu crepúsculo conjunto com os problemas que a Argentina está causando a seus vizinhos e o pessimismo que se espalhou por toda a região. "Mas a crise argentina não é o único motivo de pessimismo. O Brasil, a maior economia da região, tem seus próprios problemas. O desaquecimento da economia americana estancou o fluxo de investimento direto para suas empresas na América Latina e este ano o Brasil deve receber apenas US$20 bilhões, enquanto no ano passado recebeu US$33 bilhões. Há pouco tempo, o Brasil estava preocupado com a perspectiva de crescimento rápido demais; hoje enfrenta o desaquecimento. A produção industrial vem caindo desde abril, em parte devido aos cortes de energia. O Banco Central já subiu quatro vezes os juros desde março e interveio no mercado de câmbio sem resultado nenhum: o real perdeu quase um quarto de seu valor este ano. Já que muito da dívida pública do Brasil está indexada ao dólar ou a taxas de juros, o aumento de ambos significa que o peso de sua dívida também aumentou. O presidente Fernando Henrique Cardoso já aventa a possibilidade de estender o acordo de seu país com o FMI, que expira em dezembro. Mesmo assim, o Brasil tem pela frente opções difíceis, caso a moeda continue a se enfraquecer. Por que então não deixar simplesmente que a moeda caia? O BC insiste que não tem mais uma meta cambial mas sim uma meta inflacionária, de 2 a 6% este ano. O real fraco significa que a inflação já está ameaçando furar o teto. Mas como diz Marcelo Carvalho, do J.P.Morgan Chase, mudanças nas taxas de juros demoram até nove meses para afetar a inflação e até o ano que vem a economia brasileira e sua taxa de inflação já terão se desacelerado bastante". Os textos aqui publicados são de
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