Subsídios agrícolas nos EUA deverão passar de US$ 32 bilhões anuais para US$ 39,5 bilhões
(Folha de S. Paulo, 2001-08-11)

Tony Blair disse, em sua recente visita ao Brasil, que "está na hora de mudar o sistema de subsídios agrícolas". Foi gentileza de quem visita o outro e faz elogio a objeto da decoração ou à vista da janela. Não significa que o Brasil ganhou um aliado de peso na luta pela liberalização do comércio agrícola internacional.

No momento, produtores rurais enfrentam na Europa enfrentam pesados prejuízos decorrentes das crises da "vaca louca" e da aftosa, sobretudo no Reino Unido. Nos EUA, políticos são muito dependentes do "lobby" agrícola, recebendo doações de campanha e, uma vez eleitos, defendendo os interesses do setor.

Tudo indica que uma nova lei agrícola será aprovada no Congresso norte-americano, com mais subsídios aos agricultores. Pela nova legislação, culturas de cereais, oleaginosas e algodão, além da produção de leite e açúcar, serão beneficiadas com recursos públicos da ordem de US$ 73,5 bilhões em dez anos. Ou seja, a cada ano mais US$ 7,5 bilhões aos subsídios de US$ 32 bilhões já concedidos anualmente.

Esse tipo de política gera distorções contra produtores agrícolas do Terceiro Mundo. Um trabalhador rural na Argentina, por exemplo, ganha em média US$ 300 por mês. O mesmo trabalhador ganha na Espanha cerca de US$ 2.000. Assim, qualquer produto agropecuário argentino custa menos para ser produzido do que na Europa. Vantagens maiores ainda teriam Brasil e outros países emergentes. Mas, devido aos subsídios, a produção européia pode ser vendida por preços tão competitivos como os dos países nos quais o salário é de US$ 300 ou menos.

Além dos subsídios, quando necessário, os países ricos impõem barreiras tarifárias e não-tarifárias para impedir a importação dos produtos agrícolas.
Desde que a criação do GATT, há 50 anos, as tarifas médias de importação de manufaturados caíram de 40% para 4%. Enquanto isso, as tarifas sobre produtos agrícolas mantiveram-se em 40%. O Brasil e os demais países em desenvolvimento produtores de matérias-primas agrícolas são hoje vítimas desse sistema perverso.

Por isso, a posição do Brasil e de outros emergentes em prol da inclusão do tema agrícola na próxima rodada de negociações multilaterais comerciais na OMC, a ser lançada no Catar, em novembro.

 



Estudo prevê apenas de 6 a 10 montadoras em 2010
(Folha Online, 2001-08-15)

A concentração deve se intensificar na indústria automobilística, nos próximos anos, prevê um estudo do banco HypoVereinsbank e da Consultoria Mercer, apresentado em Munique, na Alemanha.

Das 15 grandes montadoras, provavelmente só restarão de 6 a 10, diz o estudo. E dos 5.500 fornecedores em todo o mundo, cerca de 2.000 não conseguirão se impor no mercado até 2010. O setor deve crescer principalmente na Ásia, Europa Oriental e na América do Sul, regiões com um forte crescimento econômico, o que favorece as vendas de automóveis.

"Quem não montar e ampliar sua capacidade de produção ali, não conseguirá sobreviver", disse Ralf Kalmbach, vice-presidente da consultoria.

 

 

EUA imporão restrições ao aço argentino e africano
(Agência Estado, 2001-08-17)

A Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) anunciou que o Departamento de Comércio do país vai impor tarifas antidumping sobre produtos de aço laminado a quente da Argentina e da África do Sul, que estariam sendo importados pelos EUA a preços "inferiores ao valor justo".

De acordo com a ITC, os produtos de aço argentinos são subsidiados, o que lhes dá uma vantagem injusta em relação aos produtos de empresas americanas. A comissão também disse que o mercado para produtos de aço laminado a quente nos EUA alcançou US$ 26,1 bilhões no ano passado.



Produção industrial da França tem nova recuperação
(Invertia, 2001-08-16)

A produção industrial francesa registrou crescimento em junho pelo segundo mês consecutivo. A agência de estatísticas francesa Insee divulgou, nesta sexta-feira, um crescimento na produção industrial geral de junho (excluindo o setor de construção) de 0,3% em relação a maio, e um aumento de 2,0% no acumulado do ano.

Muitos analistas haviam previsto um declínio na produção industrial de junho. O índice havia caído fortemente em março e abril, gerando temores a respeito do impacto da desaceleração global no país.



Alemanha admite estagnação econômica mas afasta risco de recessão
(CNN, 2001-08-17)

A economia da Alemanha no segundo trimestre deste ano não registrou crescimento em relação aos três meses anteriores, mas o Bundesbank - banco central - afastou nesta quinta-feira a possibilidade de recessão na terceira maior potência econômica do mundo.

"De acordo com os nossos cálculos iniciais, o produto interno bruto (PIB) ajudado a fatores sazonais e de calendário manteve praticamente o mesmo nível no segundo trimestre, em relação ao primeiro", afirmou a instituição financeira em seu relatório de agosto. "O crescimento alemão estacionou nos meses de primavera".

O banco afirmou ainda, em seu relatório, que é pouco apropriado ver a economia alemã como já entrando na rota da recessão, acrescentando que a perspectiva de uma retomada do crescimento permanece, apesar das incertezas



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