Enquanto os EUA não se recuperarem, a Europa vai continuar sem crescimento
(2001-08-25)

Não deixa de ser uma coincidência curiosa: os diversos índices de confiança apontam para cima enquanto todos os outros indicadores da economia apontam para baixo. Nos Estados Unidos, o índice de confiança da Universidade de Michigan e os leading indicators tiveram altas recentemente, apesar de todos os resultados negativos da economia como um todo.

De resto, os números da Inglaterra  compõem, guardadas as devidas proporções, o mesmo quadro dos Estados Unidos: importações em queda mostram as dificuldades econômicas dos consumidores; exportações em baixa significam que o mercado mundial está menor para os produtos ingleses; menores investimentos em bens da capital traduzem os estoques altos das empresas e seu temor ante o futuro.

Nos dois países, o consumo doméstico ainda se mantém alto. Mas, como mostra o crescente desemprego nos EUA, esse pilar da economia pode começar a dar sinais de fadiga - e este é um dos grandes temores do Fed (banco central norte-americano).

Não há nenhum fator recente na economia mundial que possa motivar qualquer otimismo entre os empresários alemães. Na semana passada, o BC do país, mesmo dizendo que não havia risco de recessão, reduziu sua previsão para o crescimento da economia do país no segundo trimestre e no ano todo: zero e 1%, respectivamente. As estimativas anteriores, melhores, embora não exatamente animadoras, eram 0,5% e 2%. Índices como esses significam que, na margem, já há recessão em diversos setores da economia.

Como já ficou claro até nas palavras do presidente George W. Bush, a crise norte-americana vai continuar e alguma recuperação só deve se verificar em meados de 2002. Se o senso econômico comum diz que os desdobramentos da economia dos EUA levam seis meses para refletir-se do outro lado do Atlântico, pode-se concluir que as principais economias européias só voltariam a crescer a níveis decentes no fim do ano que vem.

Isso porque, apesar de suas economias somadas terem um tamanho mais ou menos equivalente à dos EUA, a Europa (mais exatamente a União Européia) não conseguiu criar uma dinâmica própria e auto-sustentável de crescimento, na qual pudesse ocupar o papel de locomotiva do mundo. A economia alemã é diretamente dependente da norte-americana, para onde vão boa parte de suas exportações e, nos últimos anos, grande volume de investimentos. A Inglaterra, embora não exporte tanto para os EUA, é tremendamente sensível do ponto de vista dos mercados de capitais. Ou seja: enquanto os EUA não se recuperarem, a Europa vai continuar patinando.

Nesta edição:

»  Acordo com FMI não muda classificação de risco da Argentina
»  Taxa de desemprego menor é causada por desistência, diz IBGE
»  Governo dos EUA e sua relação com o Mercosul
»  Capital tem Pátria
»  Próximos de um  recessão global
»  FHC adia criação de Agência de Defesa do Consumidor
»  Endividamento externo de empresas brasileiras dobrou nos últimos seis anos

Mundo

»  Enquanto os EUA não se recuperarem, a Europa vai continuar sem crescimento
»  Argentina vai cortar US$ 6 bi em gastos públicos
»  México sente os efeitos da desaceleração norte-americana
»  EUA devem mais de US$ 2 bilhões para ONU

Digial

»  África do Sul debate lei de monitoramento
» 
Maioria das pequenas empresas dos EUA está online
»  AT&T Latin America quer atuar em telefonia fixa no Brasil
»  Japoneses estão de olho na quarta geração de telefonia móvel
»  Brasil tem mais de 26 mi de celulares
»  Registrando seu DNA

Trabalho

» Desemprego: o primeiro sintoma da crise econômica
» A importância do capital intelectual
» Empresas da Zona Franca de Manaus demitem pelo menos 974 em 2 semanas
» Desemprego na Argentina tem alta recorde
» Mercado em expansão para administradores públicos
» Demissões na Motorola chegam ao Brasil

Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net

 

 

 

carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico carga tributária investimentos estrangeiros burocracia legislação comercial Argentina gastos públicos empréstimo FMI crise política orçamento América Latina liberalismo econômico