|
 |
Taxa de desemprego
menor é causada por desistência, diz IBGE
(UOL Economia, 2001-08-25)
A taxa média de desemprego aberto em julho ficou em 6,2%, ligeiramente
inferior a taxa de 6,4% registrada em junho, e abaixo da expectativa do
mercado que previa uma taxa entre 6,4% e 6,5%, informou nesta quinta-feira
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa foi a melhor taxa para o mês de julho desde 1997, quando a taxa de
desemprego ficou em 6,0%.
"A taxa caiu pela desistência das pessoas na busca por trabalho. A
desaceleração da atividade econômica está levando ao aumento do
desalento", declarou a jornalistas a chefe do departamento de Emprego
do IBGE, Shyrlene de Souza.
Em julho deste ano, em relação a julho do ano passado, deixaram o
mercado de trabalho cerca de 150 mil pessoas, informou a economista. Na média
acumulada dos 7 primeiros meses do ano o IBGE registrou a saída de 50 mil
pessoas entre a população economicamente ativa.
A economista observou que mesmo com o crescimento da população em idade
economicamente ativa, a oferta de mão de obra está em tendência de
queda, já que o novo contingente não está procurando trabalho.
Em julho do ano passado, a taxa de desemprego havia sido de 7,2%.
Nos primeiros sete meses do ano, a taxa média de desemprego foi de 6,3%,
contra 7,7% em igual período em 2000.
"Eu estava esperando por um leve aumento na taxa, mas isto tem coerência,
se considerarmos que, devido à piora nas perspectivas econômicas, menos
pessoas se sentem encorajadas a sair à procura de um emprego", disse
Gustavo Moraes, economista do Banco InterAmerican Express, em São Paulo.
O número de pessoas desocupadas, ou seja, procurando trabalho, caiu 3,5%
em julho em relação a junho, e 14,6% em relação a julho do ano
passado.
Analistas estimam, no entanto, que o desemprego será maior este ano por
conta do racionamento de energia e seus efeitos sobre a indústria. No ano
passado, a taxa ficou em 7,1%, a menor desde 1997
Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
|
 |
|