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EUA
devem mais de US$ 2 bilhões para ONU
(Folha Online, 2001-08-25)
A dívida dos Estados Unidos com a ONU (Organização das Nações Unidas)
atingiu o recorde de US$ 2,33 bilhões em 31 de julho, segundo informou a
entidade . Cerca de US$ 1,8 bilhão do total é relativo às missões de
paz nos últimos anos.
Outros US$ 582 milhões foram prometidos pelo Senado dos EUA neste ano e têm
sido mantidos na Câmara dos Deputados. Os conservadores estão tentando
vincular os fundos a uma lei que proíbe a cooperação dos EUA com um
novo Tribunal Criminal Internacional, que a maioria dos aliados dos EUA apóia.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, tem dito que Washington iria
enfraquecer sua força na entidade se não pagar os fundos prometidos até
a Assembléia Geral de setembro, onde o presidente dos EUA, George W.
Bush, fará seu primeiro discurso para a ONU.
Os 189 membros da Assembléia Geral da ONU concordaram em dezembro em
cortar a contribuição dos EUA no orçamento administrativo anual de US$
1 bilhão da entidade de 25% para 22%. A participação norte-americana no
orçamento de US$ 3 bilhões para a manutenção da paz também foi
reduzida de 31% para 28%, e irá cair para até 25% nos próximos anos.
FHC adia criação de Agência de Defesa
do Consumidor
(Agência Estado, 2001-08-27)
O presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu não assinar, pelo menos
por enquanto, Medida Provisória criando a Agência Nacional de Defesa do
Consumidor e da Concorrência (ANC). "A tendência é desistir da
MP", afirmou o ministro-chefe do Casa Civil, Pedro Parente, ao
explicar que existem muitas questões a serem estudadas na proposta.
Segundo informações obtidas no Planalto, há divergência de pontos de
vista entre o Ministério da Justiça, de um lado, e os da Fazenda e do
Planejamento, de outro, a começar por qual deles comandará a nova agência.
Mas a preocupação maior do governo é de que a absorção do Procom - um
instrumento conhecido do consumidor - por esta agência venha a causar uma
sensação de abandono na sociedade.
Endividamento externo de empresas
brasileiras dobrou nos últimos seis anos
(Agência Estado, 2001-08-27)
As empresas detêm 61,6% da dívida externa, contra 38,4% do governo. De
95 para cá, o endividamento privado dobrou de US$ 71,8 bilhões para US$
147,2 bilhões, segundo os últimos dados disponíveis, de maio. O aumento
ocorreu porque, com juros reais acima de 20% ao ano no Brasil, as empresas
passaram a buscar recursos mais baratos no exterior.
O mercado externo se abriu às empresas
com a renegociação da dívida em 1993 e o câmbio flutuante permitiu
aumentar os investimentos estrangeiros diretos — diz o chefe do
Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, lembrando que a dívida
de curto prazo dos primeiro anos do Real deu lugar a operações mais
longas. Nesse filão, se endividaram lá fora grandes companhias como
Bradesco, Ambev e Eletropaulo.
Apesar de o tamanho da dívida não assustar o mercado, os analistas
alertam que os juros vêm subindo. O mercado de títulos internacionais
está praticamente fechado para o Brasil e os bancos preferem financiar os
exportadores, devido ao risco mais baixo de moratória.
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