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FMI quer enviar inspetores
ao Japão para monitorar bancos O Fundo estima que o rombo nos bancos japoneses seja de US$ 166 a US$ 250 bi maior do que o esperado; Japão resiste à inspeção O Fundo Monetário Internacional pediu permissão ao Japão para enviar inspetores para monitorar o sistema bancário do país, em mais um sinal das crescentes preocupações em relação à estabilidade da maior economia da Ásia. "Nós fizemos um pedido formal", disse ao The Wall Street Journal Kunio Saito, diretor do FMI para a Ásia e o Pacífico. "Mas as autoridades japonesas não responderam muito positivamente." Hakuo Yanagisawa, presidente da Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA), disse que está "muito aberto à idéia de o FMI entrar em contato direto com a FSA e com as instituições bancárias do país", mas, segundo Yanagisawa, será difícil que isso ocorra imediatamente, porque a FSA não tem pessoal para monitorar o time de inspeção do FMI. A inspeção seria realizada dentro de um programa de monitoramento já existente. O FMI quer informações ligadas às crescentes preocupações internacionais a respeito das instituições financeiras japonesas, afetadas por causa de centenas de bilhões de dólares em empréstimos não pagos. Segundo diferentes estimativas, os bancos japoneses acumulam um rombo de US$ 350 bilhões a US$ 500 bilhões. Um relatório recente do Fundo cita estimativas de que esse rombo é bem maior do que as estimativas da FSA: ele teria um valor de U$ 166 bilhões a US$ 250 bilhões superior à estimativa da autoridade financeira do Japão. A agência de serviços financeiros japonesa se queixa. Diz que o FMI confia em analistas do mercado e não nos especialistas da própria FSA. No mesmo relatório, o FMI pressiona o governo japonês a considerar a possibilidade de uma injeção de capitais em bancos do país, se necessário - uma ação política impopular que o Japão adotou em 1999 em meio a um quase pânico financeiro e que as autoridades do país dizem não ser necessária agora. Ao insistir em enviar inspetores ao Japão, o Fundo atrai a atenção sobre as autoridades japonesas que, por nove anos, insistiram em manter um otimismo excessivo em relação ao problema de falta de pagamento de empréstimos. As autoridades do Japão declararam repetidamente que o problema estava sanado, mas ele sempre reaparecia. O pedido de inspeção do FMI chega apenas alguns dias depois que as autoridades japonesas anunciaram o fim das dificuldades com a falta de pagamento de empréstimos. Segundo informações divulgadas nesta semana pela FSA, pode levar até três anos até que o problema de empréstimos do Japão se resolva completamente Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
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