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Mercosul quer negociar
em bloco agricultura, indústria e serviços na OMC O Mercosul irá propor aos representantes dos 18 países exportadores agrícolas membros do Grupo de Cairns que todas as negociações envolvendo indústria, serviços e agricultura só sejam tomadas em bloco na próxima rodada da Organização Mundial do Comércio (OMC), marcada para novembro no Catar. "Nossa proposta é para que nenhum acordo seja firmado sem que as questões prioritárias para a área agrícola, como acesso a mercados e redução de subsídios pelos países ricos, sejam consideradas", afirmou o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. A proposta de fechar posição em torno desse princípio com relação às questões agrícolas será feita na reunião que começa nesta segunda-feira, dia 3, em Punta del Leste, no Uruguai. Pratini de Moraes disse que acesso a mercados, eliminação de restrições tarifárias, não-tarifárias e subsídios são os problemas a serem atacados de imediato nos acordos internacionais que vierem a ser feitos. Em uma segunda etapa, que o ministro
considera mais difícil, está a redução dos programas internos de apoio
às exportações, com a concessão de subsídios diretos e específicos a
uma determinado setor. Como exemplo, ele cita as subvenções que os
Estados Unidos concedem aos produtores de sojas. O ministro da Agricultura disse que a
reunião de Punta del Leste tem um caráter especial porque os Estados
Unidos estarão participando como convidados. "Vamos ver o que os
americanos têm a dizer", observa. Pratini destaca ainda a posição um
pouco dúbia do Canadá nessas negociações, levando em conta a sua
vinculação com os Estados como participante do Nafta (Tratado de Livre
Comércio da América do Norte). As negociações, iniciadas em meados do ano passado, foram interrompidas em razão do retorno da febre aftosa no Rio Grande do Sul. Agora, mesmo que o Estado gaúcho ainda esteja impedido de exportar, o governo acha oportuno negociar as exportações procedentes de outros Estados, como os do Centro-Oeste, livres da doença com vacinação. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
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