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Desemprego afeta a
maioria dos jovens brasileiros No Brasil, 3,3 milhões de jovens de 15 a 24 anos estão em busca de emprego. Um número que representa quase 5% do índice de desemprego dos jovens em todo o mundo, segundo números da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O índice de desemprego tem crescido muito entre os jovens brasileiros, enquanto o nível de emprego mantém-se estático há mais de dez anos, segundo os números oficiais. Em 1989, havia no país, 1 milhão de desempregados jovens, com idades entre 15 e 24 anos, para 16 milhões empregados dentro dessa mesma faixa etária. Em 1999, eram 16 milhões de jovens empregados, mas os desempregados somaram 3 milhões e 300 mil. Para o professor Márcio Pochmann, da Unicamp, a baixa oferta de trabalho é um mal que atinge de forma mais avassaladora os jovens de até 24 anos. Em 1997, o índice de desemprego na população em geral era de 8%. Para os jovens, o índice chegou a 14%. ''O quadro de escassez de emprego torna os jovens um dos segmentos mais fragilizados da População Economicamente Ativa (PEA)'', afirma Pochmann. ''As ocupações que restam aos jovens são, freqüentemente, as mais precárias, com postos não assalariados ou sem registro formal'', destaca. Liderança A primeira-dama, D. Ruth Cardoso,
apresentou os resultados do programa Capacitação Solidária em um seminário
sobre formação profissional organizado pela OIT. ''O Brasil não é dos
piores, está numa posição folgada em relação a outros países'',
afirmou ela. No programa Capacitação Solidária, estão se formando
cerca de 100 mil jovens. ''Eu não podia esperar resultado melhor'', disse
D. Ruth. O Brasil ocupa uma posição de liderança na América Latina,
quando se fala de formação profissional, graças ao chamado Sistema S -
que inclui Senai e Senac -, criado nos anos 40: uma estrutura que forma
mais de 2 milhões de trabalhadores por ano. Na avaliação da OIT, os
alunos brasileiros são melhor considerados que os dos Estados Unidos e
Canadá. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net
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