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Holanda, país preferido para fazer negócios até 2005
(AFP, 2001-08-28)

A Holanda é o país com mais atrativos para se fazer negócios até o ano de 2005. O país ficou à frente dos EUA, que passou para o segundo lugar, e da Grã-Bretanha, terceira colocada. A avaliação foi feita pelo grupo britânico de pesquisa The Economist Intelligence Unit (EIU).

Hong Kong, terceiro colocado no período 1996-2000, pode ficar na décima posição dos países mais interessantes para os investidores entre 2001 e 2005, segundo as previsões do EIU.

Essa classificação anual mede a qualidade e a atração econômica dos principais países para um período de cinco anos.

"A nota da Holanda é especialmente alta no que tange ao clima político, à liberalização do comércio, à atitude em relação aos investidores estrangeiros e ao potencial financeiro", afirmam os analistas do EIU.

A maioria dos países europeus melhorou a qualificação para o período 2001-05. "A melhora da competitividade, o impacto positivo do mercado único e o avanço tecnológico fazem da Europa o lugar mais atrativo para fazer negócios", conclui o estudo

 

 

PIB da Turquia encolhe 9,3% no segundo trimestre
(Reuters, 2001-09-03)

A retração é uma ameaça ao programa de recuperação apoiado pelo FMI, que concedeu uma ajuda de US$ 15,7 bilhões. O país está, de novo, na mira dos investidores

A crise financeira que afeta a Turquia teve um efeito dramático na produção econômica. O PIB do país caiu 9,3% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2000. O governo esperava uma contração de 5,5% em 2001. No primeiro semestre, o Instituto Estatal de Estatísticas do país já havia constatado recuou de 6,1%. Segundo a rede de notícias BBC, o resultado negativo coloca a Turquia, novamente, na mira dos investidores.

A retração é uma ameaça ao programa de recuperação apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que concedeu uma ajuda de US$ 15,7 bilhões ao país. O encolhimento da economia piora as expectativas, pois paralisa a produção, reduz a arrecadação e estimula a compra de dólares em detrimento da lira turca.

O moeda - desde o início da crise financeira em fevereiro - perdeu metade do seu valor em comparação ao dólar, enquanto as taxas de juros registraram fortes altas, arrastando a economia para a recessão. Cerca de 600 mil trabalhadores já foram demitidos.

O governo turco prometeu colocar a casa em ordem, mas a mudança, na interpretação dos analistas de mercado, é dolorosa. Os números refletem o impacto da severa crise financeira que se agravou em novembro do ano passado e atingiu outro ponto crítico em fevereiro deste ano, quando o país liberou a flutuação da lira turca.

 

As divergências para a definitiva adoção do Euro como moeda oficial
(Reuters, 2001-09-03)

O Banco Central Europeu (BCE) revelou esta semana o design das novas cédulas e lançou a campanha publicitária. A agência Publicis foi a escolhida para a tarefa de encontrar laços comuns e criar uma campanha que terá características semelhantes em 12 países e 10 idiomas diferentes.

O slogan principal, "o euro, nosso dinheiro", sugere uma relação de posse e orgulho pelo projeto da moeda única que, segundo o presidente do BCE, Wim Duisenberg, "é uma promessa que terá apelo tanto para os europeus quanto aos visitantes que chegam de todo o mundo".

Pesquisas de opinião mostram que apenas metade dos habitantes da zona do euro desejam as novas cédulas e que muitos temem um aumento dos preços nas lojas durante a confusão inicial da conversão monetária.

Na Alemanha, 89 por cento da população mostra receio de que isso acontecerá. Na Itália, país que foi beneficiado com uma redução nas taxas de juros ao aderir ao euro em 1999, as pessoas já não estão tão otimistas sobre a união monetária quanto antes.

Uma parte da identidade nacional de cada país vai virar literalmente fumaça -- os bancos centrais terão de queimar bilhões de francos franceses, liras italianas ou dracmas gregos. Num país como a Alemanha, onde o marco se tornou um símbolo do orgulho pós-guerra, a campanha publicitária teria de lutar contra o preconceito antieuro da opinião pública.

As moedas nacionais continuarão em circulação junto com o euro por até dois meses após a introdução das novas cédulas, em 1 de janeiro de 2002

 

 

Economista defende política exportadora agressiva
(O Estado de S. Paulo, 2001-09-02)

Para o deputado federal e economista Aloísio Mercadante (PT-SP), é inaceitável que se entregue ao futuro governo uma bomba de efeito retardado. Ele disse que o atual governo está deixando o País com uma situação de vulnerabilidade externa expressiva, e que “não adianta o governo, após 7 anos de desprezo com medidas de promoção das vendas externas dizer agora que é preciso ‘exportar ou morrer’”.

Segundo ele, não é com discursos que se resolve a crise cambial, financeira e fiscal. Ele entende que o governo deve adotar uma política agressiva permanente e ofensiva de exportações. Segundo Mercadante, isso exige uma reforma tributária que elimine os impostos cumulativos sobre as exportações, como PIS-COFINS, e também uma política de promoção de cada um dos produtos exportáveis.

Ele lembra que está agora mais difícil exportar, em função da recessão internacional. Mas explica que é preciso ter uma política efetiva para o comércio exterior. Segundo Mercadante, o Brasil tem que gerar superávit comercial, substituir importações e reduzir a dependência de capital volátil e especulativo.

Ele observa que, no ano passado os investimentos diretos estrangeiros chegaram a US$ 31 bilhões, e que este ano atingirão US$ 15 bilhões. O deputado teme que o governo utilize recursos captados junto ao FMI para cobrir as contas externas e entregue o País sem reservas para o próximo governo.

Na avaliação de Mercadante, é preciso uma rápida atuação do governo na promoção das exportações, para que possa haver um alívio no orçamento com o pagamento de juros. “O Brasil precisa conseguir dólares para evitar uma contínua desvalorização do real, que tem um forte impacto também na dívida pública interna”, afirmou, lembrando que a dívida pública mobiliária interna atinge R$ 158 bilhões, aplicados em títulos públicos indexados ao câmbio.


Arábia Saudita reduz produção de petróleo
(CNN, 2001-09-02)

A Arábia Saudita reduziu, neste sábado, sua produção de petróleo em mais de 300 mil barris/dia, para ficar em conformidade com uma nova determinação da Opep - Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

No mês passado, a Opep decidiu reduzir a produção de petróleo em 1 milhão de barris/dia, devido à queda na demanda mundial.

"Reduzimos nossa produção para nos ajustarmos à nossa nova cota e comunicamos a nossos clientes", revelou uma autoridade saudita, sob condição de anonimato.

A cotação de petróleo mantém-se acima dos 25 dólares por barril.

No início do ano, a Opep já havia cortado sua produção diária em 2,5 milhões de barris diários, ou nove por cento. O problema é que os estoques mundiais de petróleo cresceram muito mais rápido do que se esperava.

 

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