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O fantasma da inflação
foi substituído pelo temor do desemprego nos anos 90 O plano fez sucesso de imediato, reduzindo a taxa inflacionária para 3% ao mês em outubro de 1994, situando-se em 8,43% no ano em 1999. Comparada aos países do primeiro mundo essa taxa ainda é elevada, mas de qualquer forma encontra-se bem abaixo dos índices registrados na primeira metade dos anos 90.
Por outro lado, o desemprego é alarmante não só nos países subdesenvolvidos, mas em todo o planeta, cujas causas podem ser atribuídas principalmente à globalização e ao progresso tecnológico.
Pela tabela acima, verifica-se que Estados Unidos e Reino Unido foram os únicos que tiveram um pequeno decréscimo nas taxas de desemprego, devido a maior facilidade de adaptação às metamorfoses da globalização, e também pela maior mobilidade de suas legislações trabalhistas. Porém, os demais países apresentaram tendências altistas nos índices de desemprego, inclusive o Brasil, cujas taxas, no referido período, duplicaram (de 3,7% para 7,8%). Diversos fatores específicos são apontados para explicar o crescimento do desemprego mundial. Entre eles estão a desindustrialização, a desregulamentação, as privatização, a inovação tecnológica, o ajuste fiscal, a menor intervenção do Estado na economia, a abertura comercial, abertura financeira, além de outros. Todos esses fatores estão presentes, em maior ou menor grau, na transformação estrutural das economias nacionais, que é a própria globalização. Advirta-se, contudo, que apesar de as
medidas neoliberais, vistas acima, estabilizarem a economia, na verdade
elas não resolvem os graves problemas sociais; pelo contrário elas
contribuem para o crescimento do desemprego, da concentração de renda e
do conseqüente aumento da pobreza no plano internacional, colocando em
risco a própria estabilização. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economiabr.net |
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