|
 |
:: Trabalho
Saber
negociar e delegar reduz sofrimento no trabalho
(Folha de S.Paulo, 2001-09-09)
"Quem não sofre com a pressão deve estranhar", brinca Waldir Bíscaro,
67, psicólogo especialista em aconselhamento de executivos. Isso porque,
apesar de inevitável, profissionais mostram que ela pode ser contornada.
Há quem lide bem equilibrando vários cargos. Sormane Parreira, 34, por
exemplo, é diretor comercial, de marketing, de RH e de engenharia e
manutenção do Grupo MG Master, de artigos esportivos.
Parreira trabalha 12 horas por dia, viaja para acompanhar as lojas e
afirma que não se estressa. "São áreas convergentes."
Para quem tem diversas funções a cumprir em prazos curtos e sente que o
ânimo e a saúde estão se esgotando, a saída é negociar com o chefe e
delegar tarefas. A proposta é da psicóloga Débora Glina, 45, que há 12
anos presta consultoria de saúde do trabalhador.
Muitos profissionais se vêem às voltas com metas que não são fáceis
de atingir. "Quem não consegue dar conta é prejudicado nas avaliações
de desempenho", afirma a psicóloga Débora Glina.
Mais envolvimento - Adaptar as metas ao que cada um pode render, segundo
Glina, exige que os chefes se envolvam na realidade do trabalho de sua
equipe. Chefes ansiosos tentam tornar tudo urgente, mas é preciso
distinguir o que é importante e aprender a dizer não.
Ocupar um cargo de muita responsabilidade e pouca autonomia também pode
ser um problema, caso de Maria Eugênia Duva Srur, 31, gerente de
marketing dos shoppings SP Market e Fiesta e do Parque do Gugu.
Para fazer o "meio-de-campo", ela investe na comunicação e
participa de reuniões sobre qualidade do trabalho. "Ser aberto
facilita. No começo todos acham estranho, mas depois se acostumam."
"Atividades e reuniões ajudam a resolver alguns problemas de equipe,
mas a pressão pode continuar para o indivíduo", pondera Glina.
"Lidar com ela requer muito autoconhecimento."
Tecnologia eleva produção e melhora
lazer
(Exame, 2001-090-10)
A tecnologia melhora as horas de lazer.
Esse é o resultado da pesquisa do instituto Ipsos-Reid, que mostra que
54% dos adultos entrevistados nos Estados Unidos acreditam ter mais prazer
em suas horas de folga graças a Internet e ao telefone celular, por
exemplo.
Para 29% dos entrevistados, o efeito foi exatamente o contrário. Eles
afirmaram que a tecnologia reduziu suas horas de lazer. Outros 17% ficaram
divididos: A tecnologia nem ajuda nem atrapalha ou até mesmo pode fazer
as duas coisas.
A pesquisa foi feita pelo Ipsos com 1.000 norte-americanos adultos (acima
de 18 anos) mostra ainda que 59% acham que as novas tecnologias os
tornaram mais produtivos no trabalho. Enquanto isso, 25% opinaram que
algumas tecnologias os tornaram mais dispersos.
Em agosto passado, o Xylo Inc. também fez um estudo similar a esse do
Ipsos, onde 79% das mulheres e 61% dos homens afirmaram que o uso
particular da Web durante o trabalho os torna mais produtivos
Companhias privadas da
Argentina reduzem salários
(Gazeta Mercantil, 2001-09-08)
Mesmo quem ainda tem emprego está sofrendo com a crise
econômica da Argentina. Pesquisa realizada pela Sociedade de Estudos
Trabalhistas (SET) com 200 das principais empresas do país aponta que 26%
delas reduziu em 15% os salários de seus funcionários desde o início da
recessão, em agosto de 1998. As informações foram divulgadas hoje pelo
jornal El Clarín.
Esses cortes são maiores do que o ajuste aplicado pelo
governo nos salários dos funcionários públicos e nas aposentadorias e
pensões, de 13%. Além disso, a situação ainda é pior porque a redução
dos ganhos veio acompanhada de diversas outras medidas. Cerca de 28% das
empresas reduziu as horas extras e 31% delas eliminou-as.
Em muitos casos, isso não significa que se trabalhe
menos. É comum a jornada diária alcançar até 10 horas sem pagamento
extra. Além disso, as bonificações também foram reduzidas ou excluídas
em diversas companhias. Para o SET, um dos pontos de destaque é o fato de
que, em 46% das companhias, os cortes dos salários nem foi negociado com
os funcionários, o que mostra um enfraquecimento da força sindical no país.
Quem não aceitasse a redução podia se considerar demitido. Nesse caso,
se tivesse a sorte de encontrar um novo emprego, receberia um salário
ainda menor. A redução dos salários foi maior nos setores de construção
e de indústria manufatureira, que estão entre os mais afetados pela
recessão econômica.
Os cortes de salários foram maiores em cargos de gerência.
A pesquisa mostrou ainda que o quadro é mais dramático entre as pequenas
e médias empresas. Houve corte nos salários em 30% das empresas desse
tipo.
Voltar
Mais notícias
Edição atual
Edição anterior
Os textos aqui
publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não
expressar a opinião da Economiabr.net
|
 |
|