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G-8 busca forma de barrar financiamento de terroristas
E o Japão vai financiar ações de combate ao terror na Índia e no Paquistão; o país pode dar apoio logístico a eventuais ações militares norte-americanas
Os líderes do G-8 (sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia) decidiram adotar medidas que possam impedir o financiamento de ações terroristas. Os ministros das Finanças dos países membros do grupo foram encarregados de elaborar uma lista de sanções e medidas financeiras para cortar o fluxo de recursos utilizados por terroristas. Ministros de países do G-8 ficaram com a tarefa de elaborar medidas para aumentar a segurança na aviação e o controle de exportação de armas.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o G-8 afirmou que os atentados da semana passada contra os Estados Unidos foram "uma ofensiva contra pessoas inocentes e contra interesses e valores centrais à comunidade internacional". O documento afirma ainda que o G-8, "ao adotar e implementar medidas específicas, mostra determinação de levar à Justiça aqueles que cometeram essas atrocidades". O grupo também exortou as Nações Unidas a adotar medidas efetivas para manter a paz e a segurança.
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, disse nesta quarta-feira que seu país vai dar ajuda econômica ao Paquistão e à Índia para que esses países participem da campanha internacional contra o terrorismo liderada pelos EUA. "Nós vamos prover ajuda econômica de emergência ao Paquistão e à Índia, que estão ajudando os EUA", afirmou Koizumi, sem dizer o montante de dinheiro a ser enviado na operação. O Japão interrompeu seus mecanismos de ajuda financeira ao Paquistão e à Índia em 1998, em retaliação ao fato de os dois países terem realizado testes nucleares.
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