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:: Economia
Estrangeiras
controlam 95% da economia do México
(Estado, 2001-09-06)
Noventa e cinco por cento da economia do México estão nas mãos de
empresas multinacionais, informa um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas
da Universidade Autônoma do México (Unam), o mais importante do país.
Segundo a autora do trabalho, Leticia Campos, o governo mexicano "já
perdeu o comando da economia local" diante da realidade de que o
mercado nacional encontra-se "monopolizado por grandes consórcios
estrangeiros".
As conseqüências negativas para o país do predomínio das grandes
companhias internacionais são várias. Entre elas, a pesquisadora destaca
os baixos salários, a falta de dinheiro para dinamizar as empresas e o
abandono do campo. "É um esquema que responde às necessidades de
acumulação de capital das grandes empresas estrangeiras, sejam elas do
setor financeiro ou industrial", afirmou.
De acordo com Campos, que também é diretora da revista Problemas de
Desenvolvimento, editada pela Unam, o governo federal mantém uma política
favorável às multinacionais, abandonando a coordenação de políticas
de desenvolvimento nacional.
China estimula economia
(Valor, 2001-09-10)
O governo da China vai injetar mais US$
18 bilhões na economia em 2002, para contrabalançar o desaquecimento
global e manter a taxa de crescimento do país acima de 7% ao ano. Será o
quinto ano consecutivo em que a China recorre a pacotes de estímulo à
demanda interna. Os gastos serão pagos com a alta de US$ 24,4 bilhões
nas receitas do governo este ano, segundo fontes do governo. O dinheiro
será aplicado em proteção ambiental, infra-estrutura e salários dos
funcionários públicos
Crise deixa argentinos sem passaporte
(Valor, 2001-09-10)
A crise econômica ameaça atingir o
direito de ir e vir dos argentinos. A inadimplência do Estado levou a
empresa que fabrica passaportes a interromper a entrega do documento, e já
há cerca de 70 mil pessoas atingidas pelo problema. Sem passaporte, é
impossível deixar o país, a menos que o destino seja um dos sócios do
Mercosul.
A dívida do Estado com a gráfica Ciccone Calcográfica, de US$ 14 milhões,
é relativa a pagamentos atrasados desde outubro. Semana passada, o Ministério
da Economia pagou US$ 2 milhões e prometeu entregar mais US$ 5 milhões
até hoje. Mas a empresa insiste em receber o valor integral para voltar a
fornecer os documentos.
Em meio à crise, a PF (Polícia Federal) tenta atender os casos mais
urgentes, e renovar com carimbo os passaportes de pessoas que viajam por
problemas de saúde. A intenção é adotar o mesmo procedimento para os
passageiros que têm passagens com data de vencimento
"iminente". "Por enquanto, estamos dando respostas aos
casos de extrema necessidade", diz Francisco D´Angelo, diretor-geral
de Antecedentes da PF.
Economistas sugerem calote planejado
para países em crise
(Valor, 2001-09-10)
Calote construtivo. É assim que alguns
economistas americanos estão defendendo a tese de uma espécie de moratória
programada, como a única e última saída para estancar a crise crônica
que toma conta dos países emergentes. A agonia da economia argentina, com
seu desfecho ainda imprevisível, colocou o tema do default em debate -
algo até então tratado como tabu no meio econômico.
Os economistas Allan Meltzer e Adam
Lerrick consideram que as dívidas externas de países em desenvolvimento,
como Brasil e Argentina, são pesadas demais e que de nada adiantam os
megapacotes de ajuda financeira dos organismos multilaterais de crédito,
como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
Esses pacotes, dizem esses economistas,
apenas adiam o calote inevitável. Portanto, seria mais construtivo
reestruturar a dívida dos emergentes. Para isso, Meltzer e Lerrick
defendem que os bancos privados arquem com parte do ajuste dos países em
crise, assumindo prejuízos, em vez de deixar apenas o setor público dos
países ricos fazer isso
Portugueses poderão participar das eleições
brasileiras como candidatos e vice-versa
(Valor, 2001-09-10)
Portugueses poderão participar das eleições
brasileiras como candidatos e vice-versa. Os brasileiros também estão
mais próximos da possibilidade de poderem se candidatar à vaga de
parlamentar ou até mesmo integrar o governo de Portugal. A medida é um
dos pontos previstos no Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre
os dois países, que entrou em vigor ontem e regula os pontos principais
do relacionamento bilateral. A questão dos direitos políticos só
precisa da aprovação da Assembléia da República de Portugal.
Na visita a Brasília, o primeiro-ministro de Portugal, António Guterres,
antecipou que há um acordo político, no seu país, para aprovar a
medida. "Essa era a última questão que estava por se resolver no
relacionamento político entre os dois países. Posso anunciar que existe
um consenso político para permitir alterar a Constituição portuguesa no
sentido de uma total identidade de pontos de vista com o Brasil".
A Constituição brasileira já permite que portugueses sejam candidatos
aqui, mas desde que haja reciprocidade dos direitos políticos. Os cargos
de presidente do Brasil e de vice, no entanto, são exclusivos de
brasileiro nato. Ao discursar durante almoço no Palácio do Itamaraty,
Guterres chegou a brincar: "Se essa regra estivesse valendo, eu teria
com muito gosto aceito o convite do presidente Fernando Henrique para
integrar o seu governo".
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