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Brasil pode seguir o exemplo da Coréia do Sul para exportar mais
(O Estado de S. Paulo, 2001-10-02)

Para exportar mais, o Brasil pode seguir o exemplo da Coréia do Sul. Há 30 anos, a participação da Coréia no comércio mundial era de cerca de 1%. Hoje é de 2,2%, o que significa US$ 400 bilhões por ano. 

Segundo o economista Marcos Hermano Ribeiro, da Divisão Comercial do Consulado da Coréia em São Paulo, esse êxito começa com uma política bem definida, passa por um calendário de promoções que organiza cerca de 300 missões comerciais por ano e termina com um rígido e eficaz sistema de atendimento ao empresário coreano em viagens de negócios pelo mundo. 
O Brasil exporta de US$ 600 a 800 milhões por ano para a Coréia e compra de US$ 1,6 bilhão a US$ 1,8 bilhão por ano. Em torno de 70% das vendas brasileiras são de commodities - aço, ferro, café, soja, lâminas de madeira. E as compras são de automóveis, computadores, componentes eletrônicos, cabos de telecomunicação, centrais telefônicas, móveis. 

A Coréia copiou o sistema de agência de promoção montado pelo Japão e que também é seguido por Taiwan. A agência tem escritórios comerciais em todo o mundo, incentiva a participação em feiras, organiza rodadas de negócios. Os empresários têm subsídios de 40% a 50% para participar dessas feiras em todo o mundo.

 


Multinacionais no país investem em substituição de importações
(O Globo, 2001-10-02)

Enquanto o governo prepara seu pacote de incentivos à substituição de importações, as filiais brasileiras de fabricantes mundiais de eletroeletrônicos e de equipamentos de telecomunicações já investem em programas para acelerar o grau de nacionalização de seus produtos. Em julho, a filial da Siemens em Curitiba montou exposição para fabricantes nacionais de componentes de equipamentos de telefonia, para fazer com que 476 componentes importados usados nas centrais telefônicas que a empresa fabrica no Brasil pudessem ser produzidos aqui. "Em menos de três meses, 26 dos componentes já foram aprovados para serem produzidos nacionalmente e alguns já estão sendo fornecidos, com uma economia de mais de US$ 1 milhão", diz Ernani Brune, da Siemens, lembrando que a meta é chegar a novembro com 25% dos 476 itens produzidos aqui. 

No setor de televisores, a Philips e a Samsung estão produzindo tubos para aparelhos de 29 polegadas. Com isso, 100% desses modelos terão tubos nacionais, que respondem por quase 50% dos custos. "Existe em todo o setor um esforço muito grande de nacionalização de componentes", diz o presidente da Semp Toshiba, Sérgio Loeb. 

Na opinião do vice-presidente para a América Latina do Yankee Group, Dário Dal Piaz, a criação de incentivos fiscais e tributários e de linhas especiais de crédito são indispensáveis para que a substituição de importações prospere. Já o diretor-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Maurício Costin diz que "com o dólar nas nuvens, a substituição das importações passou a ser fator de vida e morte para algumas empresas". 

Nesta semana, representantes dos setores de eletroeletrônicos, químico e petroquímico vão se reunir com o ministro Sérgio Amaral para discutir possibilidades de substituição de importações. Os fabricantes de marcas de tênis importados também estão intensificando a produção no Brasil. A Reebok, por exemplo, já fabrica aqui 80% dos modelos vendidos no país. Nike e Adidas têm adotado estratégia parecida, com queda de até 45% nos preços. 

O BNDES classifica como prioritários os projetos que resultem em aumento das exportações ou substituição competitiva de importações.


Real poderá ser incluído na cesta de moedas de Cavallo.
(Panorama Brasil, 2001-10-01)

O Ministério da Economia da Argentina, comandado pelo ministro Domingo Cavallo, informou que está estudando a possibilidade de incluir a moeda brasileira, o real, na cesta de moedas que o país utiliza como referência para o comércio exterior. Essa medida, na visão dos técnicos, compensaria a desvalorização. 

Os produtores argentinos estão enfrentando sérios problemas para exportar para o Brasil desde a primeira desvalorização do real, em fevereiro de 1999, mas a situação se agravou nos últimos meses, depois que a divisa brasileira recuou ainda mais em relação ao dólar, o que tornou os produtos argentinos menos competitivos com similares nacionais.

Embraer e a crise da aviação global
(The Financial Times - Inglaterra, 2001-10-05)

A Embraer tornou-se a mais recente companhia vítima da debacle da indústria da aviação global depois dos ataques contra os EUA, diz o Financial Times. 
"A maior exportadora do Brasil anunciou que demitirá 1.800 de seus 12.700 funcionários esta segunda-feira e se prepara para uma queda de US$1,9 bilhão na receita prevista até o próximo ano, devido ao adiamento de entregas de aviões. 

Mauricio Botelho, presidente da Embraer, disse que as medidas visam a garantir a lucratividade este ano e no futuro e que as companhias aéreas clientes da empresa tinham apenas 'reprogramado' as datas de entrega, não tendo cancelado nenhuma encomenda. 

O anúncio foi feito depois de a Boeing e a Airbus terem anunciado cortes em suas encomendas e da Bombardier, a rival canadense da Embraer, informar que demitiria 3.800 empregados. 

As companhias aéreas brasileiras poderão demitir até oito mil pessoas, disse o sindicato da categoria na sexta." 


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