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Cepal pede ao FMI menos críticas e mais ajuda à Argentina
(CNN, 2002-05-11)
Em vez de apenas criticar, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria concentrar seus esforços em uma ajuda rápida à Argentina. A opinião é do secretário-executivo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).
José Antonio Ocampo, que esteve em Brasília para um seminário da Cepal sobre globalização e desenvolvimento, queixou-se de que o FMI só tem feito comentários negativos sobre a economia argentina.
Ocampo ressaltou que qualquer mudança no ânimo dos investidores estrangeiros, que se distanciaram da Argentina, só será possível mediante um aval do FMI.
"Este problema se resolve com apoio e não com o destaque da recessão do país. Por isso, o fundo tem de começar a economizar declarações", declarou Ocampo.
A Argentina vem, desde o começo do ano, negociando a retomada de uma linha de crédito junto ao FMI. O país suspendeu o pagamento de seus compromissos com o Fundo em dezembro, em meio ao agravamento da crise que se estende há quatro anos e que culminou com o fim do Plano de Conversibilidade, que atrelava o valor do peso ao dólar.
O ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, estimou que um acordo com o FMI ainda levará até 45 dias para ser fechado.
Lavagna acrescentou que a Argentina deverá quitar uma dívida de US$ 800 milhões com o Banco Mundial na próxima semana.
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(CNN, 2002-05-11)
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Receita mostra que Alca beneficiaria países do Nafta no Brasil
(Reuters, 2002-05-11)
Os países do Nafta são os que têm mais chances de ver suas exportações para o Brasil crescerem com a entrada em vigor da Alca, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira pela Receita Federal. Segundo levantamento da Receita, os produtos dos Estados Unidos importados pelo Brasil, em 2000, pagaram uma alíquota real média de 8,57 por cento enquanto do Canadá ela foi de 7,71 por cento e do México, 10,23 por cento. Os três países formam o Acordo de Livre Comércio das Américas. Como comparação, os produtos importados pelo Brasil de Argentina, Paraguai e Uruguai pagaram, no período, tarifas médias inferiores a 1,0 por cento.
A Alca (Área de Livre Comércio das Américas) prevê a redução gradual das tarifas comerciais entre todos os países das Américas, com exceção de Cuba, a partir de 2005.
"Como os países do Mercosul e da Aladi já usufruem de benefícios no comércio com o Brasil, o Nafta, e também as economias do Caribe, são, de fato, os potenciais beneficiados da Alca", afirmou Andrea Viol, coordenadora-geral de Política Tributária.
O estudo da Receita recomenda, em suas conclusões, que o país deve realizar "esforços para que as negociações (da Alca) reduzam a ambivalência da política comercial americana: alíquotas baixas ou nulas para produtos competitivos e fortes medidas de proteção a produtos de setores ineficientes da sua economia".
Outra constatação do levantamento foi que grande parte das trocas realizadas pelo Brasil com o exterior ocorre entre empresas multinacionais.
Segundo exemplo dado pelo estudo, 90 por cento das vendas ao exterior realizadas pela maior exportadora de veículos instalada no país correspondeu a trocas comerciais feitas com a empresa matriz ou com outras filiais.
Esse tipo de concentração em setores de peso é preocupante, segundo Viol, porque muitas vezes o comércio intra-firma não é feito com base em preços de mercado, e sim em valores negociados.
O governo entende que algumas empresas superfaturam ou subfaturam suas vendas a filiais como forma de transferir lucros de um país para outro, sonegando assim o pagamento de impostos.
"Com a Alca, será ainda mais importante que o Brasil acompanhe de perto os preços de transação para verificar se eles estão de acordo com os de mercado", afirmou Viol.
Em 2000, o Brasil obteve um superávit de 1,405 bilhão de dólares no comércio com os países da Alca. Em 1997, o saldo havia sido negativo em 4,133 bilhão de dólares.
A Receita atribuiu esta inversão à recuperação da atividade econômica mundial, à desvalorização cambial brasileira e à deterioração dos termos de troca de 20 produtos
No período analisado, as exportações totais do Brasil para os países da Alca cresceram 4,64 por cento e as importações caíram 4,66 por cento.
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(Reuters, 2002-05-11)
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Satisfação
à Americana
(copyright Revista Amanhã, 2002-05-12)
Quem acompanha o noticiário da Bolsa de Nova Iorque certamente já ouviu falar do ACSI, sigla em inglês que significa “Índice de Satisfação do Consumidor Americano”. De tão utilizado pelos ianques, o tal índice já virou referência para os investidores de Wall Street medirem a confiança dos consumidores americanos na economia dos Estados Unidos.
Agora, o ACSI está prestes a ser implantado no Brasil – não com o mesmo peso sobre os rumos financeiros do país, mas como um serviço para as empresas verde-amarelas avaliarem a satisfação de sua própria clientela. A CFI Group, multinacional dirigida pelo sujeito que inventou o ACSI, acaba de fechar uma parceria com o portal Acionista.com.Br para vender o serviço no Brasil. “É um canal para atingirmos as empresas de capital aberto, público-alvo desse portal”, explica Paulo Barcellos, presidente da filial brasileira da CFI Group, sediada em Porto Alegre.
Em geral, o índice é utilizado por empresas de grande porte, com público interno e externo numeroso. “Podemos dizer que são companhias com faturamento superior a R$ 500 milhões”, classifica Ricardo Guerses, diretor de estratégias do portal Acionista.com.br. Até hoje, somente a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e o Sesi catarinense experimentaram o ACSI no Brasil.
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(copyright Revista Amanhã,
2002-05-12)
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