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Economistas ou técnicos em economia? As IES diminuem a evasão e aumenta a demanda pelo curso. Ao passo que o aluno poupa tempo e dinheiro ao compactar o curso. A pergunta que fica é se saíram economistas ou técnicos em economia.A diferença entre os dois é que um sabe o que Marx quis dizer com exército industrial de reserva e o outro já ouviu falar em mais valia. O primeiro tem um raciocínio lógico e sabe fazer uma análise macroeconômica das conseqüências de uma reforma tributária, o segundo deduz que reforma tributária é um instrumento de política fiscal do governo. O acadêmico futuro economista se volta para a verdadeira essência do estudo: a busca do conhecimento. Conhecimento este que fará dele um profissional. Já o acadêmico que sairá técnico em economia se atem a empregabilidade. Ele terá um bacharelado em economia. O que irá garantir sua permanência em um emprego por algum tempo. Adaptar o curso de economia para quatro anos é deixar de pensar a longo prazo, é cuspir no mercado de trabalho profissionais que sabem fazer, mas não sabem pensar. Cabe a nós analisar se o papel das IES continua a ser a busca do conhecimento científico ou uma simples instituição que serve para fabricar diplomas como pré-requisito para a empregabilidade. Se concluirmos que for o último, lembremo-nos da diferença que há entre o PIB potencial e PIB efetivo, como será que está a diferença entre o que produzimos de conhecimento e a possibilidade de produzirmos mais? A nós fica essa análise.
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