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Movimentos migratórios para trabalhar ou
estudar no Brasil
(OnNews, 2003-07-07)
Mais de 7 milhões de brasileiros se deslocam de seus municípios para trabalhar ou estudar
Novas análises dos dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo 2000 revelaram que 7,4 milhões de brasileiros se deslocam diariamente para trabalhar ou estudar fora dos municípios em que residem.
Isso equivale a 6,7% do total de pessoas que trabalham e/ou estudam no país, que é de 111,1 milhões. De acordo com o IBGE, o deslocamento é um fenômeno urbano, concentrado nas grandes cidades brasileiras e seus arredores.
O número de pessoas que se deslocam diariamente para trabalhar e/ou estudar foi maior que o número de brasileiros que migraram, ou seja, mudaram de seu domícilio de origem para outra cidade ou estado brasileiro. De acordo com o IBGE, pouco mais de cinco milhões de brasileiros migraram entre 1995 e 2000.
Fluxos migratórios
Os estudos de migração mostraram que as áreas rurais perderam 247 mil habitantes entre 1995 e 2000. A idade média do migrante brasileiro é de pouco mais de 27 anos. Mais da metade deles, 66%, não completaram o ensino fundamental e 43% não tinham rendimentos.
A região Nordeste é a unica do país que tem saldo de migração negativo, ou seja, mais habitantes deixam suas residências de origem para viver em outras regiões do Brasil.
A idade média do migrante nordestino é de pouco mais de 23 anos enquanto as pessoas que se mudam para a região Nordeste têm idade média de pouco mais de 28. O estudo revelou que o contingente de crianças entram no Nordeste é maior do que o de saída. Isso mostra que muitos noerdestinos retornam às origens alguns anos depois, já com família constituída.
Os fluxos migratórios revelados pelo Censo 2000 mudaram em relação ao estudo de 1991. As migrações de origem e destino a áreas urbanas, isto é, habitantes que se mudam de zonas urbanas para outras zonas urbanas, cresceram 20%. Já o movimento migratório com destno a zonas rurais teve uma queda de 1,1%, na comparação entre o Censo de 1991 e o de 2000. Os fluxos com origem em áreas rurais e destino urbano teve queda de 29,4% e as migrações de zonas rurais para outras zona rural diminuíram 43,4%.
O Censo 2000 detectou que 75% dos movimentos migratórios (realizados durante os cinco anos anteriores) tinham como origem e destino áreas urbanas, 12,4% foram rurais-urbanos, 7,7% foram urbano-rurais e 4,8% originaram-se e destinaram-se a áreas rurais.
Quase 15% dos migrantes de todo o Brasil eram sem instrução, e 66% deles não chegaram a completar o ensino fundamental, pois tinham menos de sete anos de estudo. Este quadro reflete a escolaridade da população brasileira como um todo, segundo o IBGE.
A composição racial dos brasileiros também é espelhada pela migração: 53,1% dos emigrantes eram brancos, 40,1% eram pardos, 5,1% pretos, 0,7% amarelos e 0,4% pardos. O restante não se declarou dentro de nenhuma das categorias de cor ou raça.
Não tinham qualquer rendimento 43% dos migrantes, e 13,5% deles ganhavam menos de um salário mínimo. Com rendimento entre um e dois mínimos estavam 16,2% deles; de dois a três, 8,4%; de três a cinco, 7,2%; de cinco a dez, 6,3%; de dez a vinte, 3,2%, e apenas 2,1% ganhavam mais de vinte salários mínimos.
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(OnNews, 2003-07-07)
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