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Comércio
Suco de laranja, açúcar e fumo no mundo da conversa mole do tal livre comércio.
Os países desenvolvidos, hoje bem estruturados, com amplas redes de proteção social, indústrias supercompetitivas, industrializaram-se por meio de proteção das suas infant industries. Nos EUA recém-independentes, Alexander Hamilton, o primeiro secretário do Tesouro, escreveu uma refutação pioneira de Adam Smith, a monografia On Manufactures, onde ele defendia a proteção às indústrias nascentes como meio de desenvolvimento econômico para seu país e contestava a lógica do livre-cambismo. Hoje, não só se prega o contrário (livre comércio para todos que o desenvolvimento chega) como mesmo o que se prega não é de fato o que ocorre.
(Ivan Tiago M. Oliveira,
2003-07-22)
Um
jeito original de deixar de ser
O grande capital, de abrangência mundial e natureza financeira pretende
mudar a qualidade de suas relações com a periferia. Quer discutir e
repensar a relação. Consenso II, mas nunca a dois, pois sempre de
Washington para onde Washington quiser. No Brasil é igual só que
diferente. O novo Governo brasileiro tem sido tão original ao copiar e
aplicar o programa neoliberal, que o FMI pôde despedir, sem saudades,
seus antigos colaboradores tucanos.
(Luis Fernando Novoa Garzon, 2003-07-06)
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Brasil
Uma luz no fim do túnel
Como tem sido questionado nos últimos cinqüenta anos sobre esta possível liderança econômica "natural" do Brasil na região, faz-se necessário pensarmos em como seria uma política de planejamento para o governo Luis Inácio da Silva que contemple o desenvolvimento do país e da região no curto, médio e longo prazo a qual viesse a priorizar as três vertentes principais descritas acima (estabilidade, desenvolvimento e distribuição de renda) e seus três eixos ( transportes, energia e comunicações).
(Pedro Paulo Silveira Felicíssimo, 2003-07-22)
Planejamento Estratégico e os impactos sociais e econômicos das atuais tendências demográficas
É inevitável que a idade para aposentadoria precise ser elevada e os benefícios reduzidos, com todas as implicações relacionadas a essa elevação: desemprego, trabalho informal, educação continuada, garantia de emprego, etc. Na Europa, para cada 100 pessoas em idade de trabalho, há 35 em idade de aposentadoria; em 2050, esse número mais que dobrará, devendo ir a 75, com o pico no país "mais velho", a Espanha, onde se espera uma relação de quase 100 para 100.
(Vivaldo José Breternitz, 2003-07-22)
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