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Um Salto Para o Futuro.
Uma mudança de civilização. Parte I Parte II É com dificuldades que vivemos estes novos tempos. Na verdade, estamos vivendo um mundo novo, que se constrói em cima de um outro, tomando o seu espaço e nos deixando de certa forma perplexos. Mas, esta passagem da civilização industrial para um outro tipo de civilização, com novos conceitos e formas de organização, nos provoca desafios, pois percebemos que através dela podemos ter grandes oportunidades. Perplexidade e desafio: eis o binômio que permeia o nosso dia-a-dia. O Relatório do Desenvolvimento Mundial
no biênio 1998/1999, produzido pelo Banco Mundial, propõe que se dê ao
conhecimento o mesmo valor que se dá ao capital. Esta é, sem dúvida,
uma forma inteiramente nova de abordagem do tema sobre desenvolvimento e a
diferença entre as nações. Para o Relatório, o ingrediente conhecimento
torna-se um fator extremamente necessário para que uma Nação ingresse
no mundo desenvolvido e saia do subdesenvolvimento. Em certo trecho ele
diz: " Para os países em desenvolvimento, portanto, a explosão
global de conhecimento contém tanto ameaças quanto oportunidades. Se as
lacunas de conhecimento se ampliarem, o mundo vai se dividir ainda mais,
não apenas pelas disparidades do capital e outros recursos, mas pela
disparidade de conhecimento. Cada vez mais o capital e outros recursos
fluirão para aqueles países com bases de conhecimento mais sólidas,
aprofundando as desigualdades. Há também o perigo de aumentar os
desequilíbrios dentro dos países, particularmente naqueles em
desenvolvimento, onde alguns poucos afortunados navegam na Internet,
enquanto outros continuam analfabetos.
Ocorre que o fluxo da mão- de- obra, ou onde se geravam as riquezas, migrara do setor fabril para a área de serviços, notadamente na de projetos. Saber onde estão concentrados os esforços da humanidade e onde realmente está o produto de maior valor-agregado torna-se uma decisão estratégica para qualquer Nação que deseja estar no primeiro mundo. Na atualidade, defrontamo-nos com uma grande revolução tecnológica que pode modificar o destino da humanidade, alterando a forma de relacionamento entre os homens e deles com a natureza. Isto altera, também, as próprias relações econômicas, pois a experiência nos demonstra que durante a sua história, o homem foi construindo diversos tipos de relações sociais e econômicas, fazendo da evolução do trabalho um elemento determinante na sua trajetória . O Brasil tem dado passos importantes na
direção desta nova sociedade que vai surgindo, baseada, principalmente,
na conectividade e no conhecimento. Segundo estudos realizados pelo Banco
Stanley Dean Winter, e publicados pela Revista Exame, a Internet
estimulará o crescimento do Brasil em até 1,9 pontos por ano. Isto fará
com que os custos na área da informação caiam cerca de 98% em cinco
anos. O movimento de e-commerce passará de 24 milhões, pulando os
anúncios na web da casa dos 2% atuais, para cerca de 11% no ano de 2005.
Estima-se, também, que os investimentos na área de telecomunicações
passarão dos 20 bilhões atuais para cerca de 27 bilhões em 2003. Mas,
existe o outro lado da moeda que precisa ser observado. Também podemos esperar que cerca de dois milhões de pessoas ingressarão, então, no grupo da chamada idade ativa (estão na faixa de 15 a 65 anos), e que os que não demandarem trabalho ou não conseguirem emprego, estarão pressionando o sistema escolar. Para se conseguir, então, atingir uma meta de escolarização de 100%, será necessário ampliar as matrículas no ensino fundamental em cerca de 330 mil ingressos anuais. Nos últimos anos o Brasil tem feito este dever de casa e já na aplicação do Plano Nacional de Educação (PNE), Lei No. 10.172, de 9 de janeiro de 2001, constatamos um significativo aumento do número de crianças matriculadas na faixa etária de 7 a 14 anos, passando-se dos índices de 86% para 91% de crianças matriculadas entre os anos de 1991 a 1996, o que nos remete a um outro desafio: o de manter estas crianças nas escolas, já que o índice de evasão escolar é muito grande. Estima-se, ainda, que um total de 19 milhões de jovens, já com o ensino fundamental, deverá entrar no mercado de trabalho no ano de 2001. Parte I Parte II
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