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Um Salto Para o Futuro.
Uma mudança de civilização. Parte I Parte II As estatísticas nos dizem que,
atualmente, a população economicamente ativa no Brasil está em torno de
71 milhões de trabalhadores. A escolaridade média desta população é
de 3,8 anos, enquanto a da Argentina é de 8,7 anos, da Coréia do Sul de
11 anos e os países do primeiro mundo, de 12 anos. Estas mesmas
estatísticas nos dizem também, que as pessoas analfabetas ou
subescolarizadas que ocupam postos nos empregos, somam, no Brasil, a faixa
dos 10 milhões, e que os analfabetos adultos, os analfabetos funcionais e
as crianças analfabetas, sem escolas, chegam aos 167 milhões.
Poderíamos dizer, com dados reportados ao ano de 1997, que de cada 100
crianças que ingressarão na escola, 56 não concluirão o ciclo básico,
80 não chegarão ao secundário e 95 não entrarão na faculdade em 2008.
Isto num quadro onde o Brasil gasta atualmente 4% do PIB em educação,
enquanto a Coréia gasta 4,5 %, e os EUA 7,5%. Nos próximos anos,
portanto, o Brasil terá uma população com idade média maior, com baixo
índice de escolaridade: teremos uma grande quantidade de jovens
desqualificados, uma grande quantidade de adultos inadaptados às novas
necessidades de trabalho, elevados índices de desemprego e grande índice
de idosos pressionando a seguridade social. Uma mudança de paradigmas. O Ensino à Distância pode ser um destes instrumentos, mormente num país de dimensões continentais como o Brasil. Somente sistemas de ensino tradicionais não conseguirão solucionar os problemas no curto prazo que queremos, pois ampliar sua abrangência implicaria em altos custos de infra-estrutura; demandaria tempo para preparação adequada de recursos humanos e esforço concentrado de toda a sociedade. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) inovou, pois previu a possibilidade de ter a Educação à Distância como estratégia. ”A educação à distância se justifica e se impõe como uma boa estratégia para ensino no Brasil, tanto a curto, como a médio e longo prazo”, nos diz a Conselheira Sylvia Figueiredo Gouvêa, do Conselho Nacional de Educação, no seu trabalho “Subsídios para a formulação de diretrizes para a educação à distância no Brasil. Segundo ela, “existem vários segmentos que seriam diretamente beneficiados com esta estratégia. Como por exemplo, poderemos citar os professores, que teriam acesso aos programas de educação continuada e de capacitação em serviço, os trabalhadores e a população adulta desempregada, que poderiam completar a escolaridade, participar de programas de re-profissionalização e que teriam, dessa forma, garantido o direito à cidadania”. Para ela “a Educação à Distância pode significar aquela que o indivíduo precisa, no momento em que dela necessita, no lugar onde a pessoa se encontra e ao custo menor possível. Isto quer dizer democratização da educação, possibilidade de reduzir as diferenças educacionais devido à pobreza e ao subdesenvolvimento regional. Mas também quer dizer atualização de saberes e de fazeres, desenvolvimento do hábito de estar sempre estudando e possibilidade de ser um cidadão atuante na sociedade da informação. A aplicação efetiva do Plano Nacional de Educação, que teve a duração de dez anos, a partir da vigência da Lei que o criou, pode ser um passo decisivo na inserção do Brasil na Nova-Era. Ele prevê diversas estratégias, inclusive a do ensino acoplado às novas tecnologias, como forma de superarmos o atraso nesta área. Ele não é um plano ideal, mas sem dúvidas é o que de mais avançado temos e que pode efetivamente dar resultados, se vier acompanhado dos recursos necessários para a sua implementação, não cumprindo o caminho de diversos planos no Brasil que são muito bons...mas ficam somente no papel. Parte I Parte II
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