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A eficiência é a
chave da sobrevivência empresarial O mundo empresarial é um moto-perpétuo na geração de fatores estratégicos para a sua sobrevivência e garantia de desenvolvimento. A cada dia somos invadidos, e por vezes surpreendidos, com novas idéias, métodos, processos e um sem-número de soluções para o mundo corporativo-competitivo, muitas vezes deixando-nos atordoados e com a sensação de que o que estamos fazendo agora não servirá para daqui a pouco. A premissa básica do moto-perpétuo
empresarial parece ter buscado nos processos biológicos a sua síntese: são
gerados incontáveis indivíduos, mas apenas os mais resistentes ou
preparados vão sobreviver. Desde os pensadores e filósofos da
Antiguidade até os da Atualidade, são gerados conceitos, propostas, idéias
e estruturas que balizam o desenvolvimento dos negócios e da economia,
mas apenas alguns pilares conseguem atravessar o tempo e a história para
provar a sua validade ou transcendência. Entretanto, entendo que é preciso separar a qualidade da eficiência nesse cenário aonde ambos os fatores parecem misturar-se formando um terceiro, diferente, qual café com leite. Isto pode gerar uma distorção de análise que, acredito, interfere na compreensão dos distintos processos empresariais. Vamos ver? Primeiro, a qualidade é um dado intrínseco
a produtos e serviços, portanto, tem relação direta e exclusiva com o
que uma empresa produz. A qualidade é então um fator de sobrevivência
do produto. Segundo, a eficiência é um dado intrínseco à dinâmica
empresarial como um todo, e não apenas ao processo produtivo. A eficiência
então é um fator de sobrevivência da empresa. No Brasil, o maior entrave ao
desenvolvimento empresarial e da nossa inserção competitiva no contexto
internacional - excetuando-se a grave questão da excessiva tributação -
é a questão da eficiência. Já atingimos plena competitividade em inúmeros
produtos e serviços, através da qualidade, mas sem a eficiência não
vamos a lugar algum no longo prazo.
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