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Quando não sei onde estou, como saber para onde vou? Essa questão, que aflige um sem-número de micro e pequenas empresas de todo o Brasil e, certamente, de muitos outros países, tem impedido o desenvolvimento da musculatura gerencial necessária para enfrentar os cenários de mudanças e transformações que tanto afetam os negócios. Existe uma saída: adotar um programa de posicionamento estratégico que considere o que eu denomino de "Cinco Pontos Cardeais do Posicionamento Estratégico". A metodologia não é nova, mas o conceito, que já testei com muitos empresários, apresenta resultados muito consistentes. Quem conhece a história de Alice no País das Maravilhas, lembra-se da passagem em que ela, ao ver-se perdida e diante de muitos caminhos para partir em busca do coelho que fugiu com o relógio, trava o seguinte diálogo com o grande gato sobre a árvore, no entrocamento dos caminhos: Quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. É essa a aflição de milhões de empresários, e que tem levado as empresas para caminhos e situações que, conscientemente, não se cogitava ou imaginava chegar. Pior, muitos empresários definem para onde querem ir e não consideram onde estão ou como estão, e acabam perdendo-se no caminho porque não avaliaram corretamente sua situação antes de empreender uma caminhada. Para enfrentar essa questão, desenvolvi o conceito dos "Cinco Pontos Cardeais do Posicionamento Estratégico", alinhados com um arsenal metodológico provadamente eficaz e que já foi testado e aprovado em diversas empresas, tendo apresentado resultados muito consistentes e práticos, como deve ser tudo o que se desenvolve para as pequenas empresas. Veja o esquema:
O conceito dos cinco pontos cardeais utiliza o princípio oriental, que considera, primordialmente, "onde eu estou", diferentemente do ocidental, que tem apenas quatro pontos. Esse ponto inicial denominei SWOT - Como Estou, e parte do conhecido método da análise de forças do ambiente interno, dos pontos fortes (strong points), pontos fracos (weak points), e do ambiente externo, das oportunidades (opportunities) e das ameaças (threats). Incluí também uma avaliação importante do macro-ambiente, que cada vez mais interferências gera nos negócios, apesar da pouca ação ou poder que as pequenas empresas têm nessa área, que inclui decisões governamentais, situação dos mercados financeiros, dos mercados nacionais e internacionais etc. Em seguida, deve avaliar sua posição no quadrante de posicionamento de mercado: preço, serviço, qualidade e inovação. Com todos os dados e informações que essas análises vão gerar, o empresário já pode definir qual o posicionamento estratégico que deverá adotar, dentre quatro alternativas: 1. De sobrevivência (se prevalecerem pontos fracos e ameaças); 2. De manutenção (se prevalecerem pontos fortes e ameaças); 3. De crescimento (se prevalecerem pontos fracos e oportunidades) ou 4. De desenvolvimento (se prevalecerem pontos fortes e oportunidades). Próximo passo: definir um Plano de Metas (Para Onde Vou), que deve ser cuidadosamente elaborado para alinhar toda a empresa e focalizar essencialmente o que se pretende atingir, com data, valores, números, quantidades etc. Feito isso, é preciso desenvolver o Plano de Ação (O Que Fazer), detalhando tarefas e ações, datas e responsáveis. Em seguida, elaborar o Plano de Implantação (Como Fazer), detalhando como as tarefas e ações deverão ser efetivamente realizadas. E, finalmente, o Plano de Controle (Monitorar e Avaliar), que é constituído essencialmente de indicadores de desempenho, relatórios, planilhas, gráficos e outros instrumentos de avaliação de sistemas, processos e especialmente, pessoas. Sempre utilizo a figura da cabine de comando de um avião, para que o empresário compreenda o ambiente e cenário que deve ser vivido na empresa. Na cabine do avião estão todos os dados, referências, instrumentos e ferramentas para comandar a aeronave. Diante disso, o empresário-piloto, antes de voar, deve ter um plano de vôo e conhecer detalhadamente o que os instrumentos da cabine lhe indicam. Mais ainda: deve definir um plano alternativo se na sua trajetória surgirem situações imprevistas. É claro que este artigo sintetiza um programa intenso e forte, mas o objetivo foi apresentar as suas principais linhas e chamar a atenção de empresários e formadores da opinião empresarial, para algumas referências muito simples, sem qualquer sofisticação metodológica, mas de eficácia comprovada para o resultado empresarial. Experimente.
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