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Inferno não é o fracasso – inferno
é não ter tentado Você já deve conhecer alguns casos de
fracassos que deram certo. Por exemplo: Depois de seu primeiro teste, um memorando
interno da MGM o descreveu assim: “Péssimo ator. Levemente careca. Dança
um pouco”. Fred Astaire mandou fazer um quadro com o memorando e
pendurou-o em cima da lareira. Walt Disney foi demitido do seu primeiro
emprego num jornal por falta de criatividade. Depois faliu diversas vezes
antes de construir a Disneylândia. Beethoven tocava muito mal o violino, e
preferia tocar suas próprias músicas do que aprimorar sua técnica. Seu
professor disse que havia perdido toda a esperança de que ele compusesse
alguma coisa que prestasse. Todos temos uma missão. Se falharmos, traímos
não apenas a nós mesmos, mas ao mundo inteiro. As histórias acima são
casos concretos de pessoas que, apesar das dificuldades, dos momentos
dolorosos e das críticas alheias, persistiram até realizar seus objetivos
e, com isso, mudaram de alguma forma o mundo. Nenhum de nós pode esperar passar pela
vida sem sofrimento mas, mesmo assim, tentamos evitar o sofrimento a todo
custo. Na verdade, existem maneiras corretas e maneiras erradas de evitar a
dor. O sofrimento, em algumas situações, deveria ser encarado como um
presente que nos foi dado por algum motivo. Para Harriet Rubin, autora de Maquiavel
para Mulheres, o inferno é o lugar onde queimam as pessoas que não usam
todo o poder do seu intelecto - ou que sabem que não estão utilizando todo
seu potencial. Não é o lugar para pessoas com imensas
paixões proibidas, mas sim para pessoas consumidas pela sua paixão. Isso acontece quando não usam
corretamente seu intelecto, ou preferem escolher um outro caminho e fugir
(conscientemente ou não) da tarefa que devem realizar com o potencial que
lhes foi dado. Quem é que nunca se pegou pensando “Será
que estou usando todo meu potencial? Será que estou crescendo? Será que não
estou desperdiçando minha vida inutilmente?”. Ou seja: se você não se
dedica realmente ao que realmente quer fazer na vida, será consumido pela
paixão e arderá no inferno (psicológico). Além disso, os efeitos espalham-se por
muitos outros aspectos da sua vida, pois você perderá a capacidade de
decidir corretamente enquanto existir uma grande decisão esperando para ser
tomada. Como disse William James, psicólogo americano, autor de Pragmatism:
“Quando você tem que tomar uma decisão e não toma, acabou de tomar uma
decisão.” E muitas vezes é uma indecisão de viver. Infelizmente, a maioria das pessoas, com
medo de errar (ou sofrer), acaba acomodando-se. Com isso os anos passam e,
de repente, aqueles sonhos que pareciam tão fáceis de realizar ficam cada
vez mais distantes. É justamente a lembrança constante dos
sonhos e planos não realizados que se transforma em inferno. Essas são as
mesmas pessoas que depois acham ‘sortudos’ os que conseguem alcançar o
sucesso. Segundo Rubin, as pessoas ‘sortudas’ não
são aquelas que fazem o que querem fazer – são as que conseguem fazer o
que vieram fazer, realizando seu destino. Mesmo que essas pessoas às vezes
passem por desconfortos, é por um motivo maior – um desconforto que
enobrece, uma troca pelo objetivo final. Joseph Sugarman, citado no livro The Best
of Success, explica que não existem muitas pessoas dispostas a dar ao
fracasso uma segunda chance. Elas falham uma vez e pronto – acabou. A pílula
amarga do fracasso é maior do que a maioria das pessoas consegue engolir. Mas se você estiver disposto a aceitar o
fracasso e aprender com ele, se você estiver disposto a considerar o
fracasso como uma bênção disfarçada - e persistir, dando a volta por
cima -, terá à sua disposição duas das forças mais poderosas que
existem no caminho ao sucesso: a persistência e a experiência. Já dizia Napoleão: “Delibere o tempo
que quiser mas, quando chegar a hora de agir, pare de pensar e aja.” As coisas que realmente trazem paz e
significado às nossas vidas raramente são palpáveis ou visíveis. É
melhor escolher e arriscar-se a viver, mesmo que esteja errado, do que ficar
parado sem decidir nada. Pessoas em cima do muro levam a vida mais infeliz
que pode existir. Não é isso o que você quer para a sua
vida, certo? Então pense tudo que tem para pensar mas, quando chegar a hora
de agir, aja.
Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores e podem não expressar a opinião da EconomiaNet
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... | Raúl Candeloro
(www.raulcandeloro.com.br), é
palestrante e editor da revista VendaMais®, além de autor dos livros Venda
Mais e Negócio Fechado e responsável pelo site VendaMais®
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