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A simples Lei da Oferta Um professor de Economia usava um exemplo para mostrar e comparar este pensamento econômico de combater a inflação pela redução da procura imaginando uma rua que, de repente, passa a ter problemas de congestionamento de trânsito. Só há duas alternativas naturais para resolver o problema: reduzir o número de carros ou alargar a rua. O pensamento econômico de reduzir o consumo é o mesmo do técnico que opta por reduzir o número de carros, ou seja, é o lado mais fácil, mais matemático, e muito menos social. Até 1981, esta teoria de ver a economia só pelo lado da procura era o pensamento dominante também nos Estados Unidos, nas escolas de Chicago e Harvard. Até que, com a eleição de Ronald Reagan e a nova visão de Milton Friedman, inverteu-se o prisma econômico. Em vez de ver a economia pelo lado da procura, passa-se a vê-la pelo lado da oferta, ou seja, havendo pressão nos preços, em vez de conter o consumo, aumenta-se a oferta. Aumentando a oferta, aumenta a oferta de empregos também, assim como a renda e o bem-estar social. Em outras palavras, o que o governo Reagan fez para a economia norte-americana foi mudar o enfoque meramente monetarista para um enfoque produtivo. Como no exemplo do sábio professor de Economia, em vez de reduzir o número de carros, alargaram as ruas. Pudera que no Brasil esta mudança de visão econômica pudesse ser aplicada com os esforços voltados para o crescimento, para a produção e para o emprego, e que os tecnocratas de gabinete, em vez de buscarem fórmulas matemáticas, buscassem fórmulas sociais. Fórmulas de produção, e não fórmulas de recessão.
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