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Brasília joga xadrez Finda a batalha pela sucessão no Congresso, é hora do governo fazer um balanço da guerra, contar as baixas e cuidar dos feridos. Ao final de tudo, define-se um novo quadro para a largada da sucessão presidencial. Levando-se em consideração que os “presidenciáveis” continuam os mesmos, pois não há novidades em termos de nomes, nem mesmo como prováveis “balões de ensaio”; podemos verificar que não existem grandes mudanças em relação ao que já se especulava antes. O bloco governista ganhou significativas rachaduras, mas é exatamente isto que se esperava que acontecesse. Se não ocorresse agora, fatalmente teríamos esta situação de confronto assim que aumentasse a proximidade das eleições presidenciais. E então seria governo contra governo, tal como foi na sucessão do congresso. Mas dificilmente teríamos oportunidade de ver cenas tão insólitas quanto um PFL oposicionista, pela primeira vez em toda a sua história; mesmo que por poucos dias. Talvez a grande nota nesta história seja mesmo o seu lado cômico, pois no aspecto político as coisas continuam tão indefinidas quanto antes.Em relação à oposição, alguns candidatos já estão a postos. O incansável Lula deverá ser mesmo o candidato petista, apesar de todos os esforços do senador Suplicy. As idéias do senador, de realizar duas grandes prévias, uma dentro do PT e outra envolvendo toda a oposição, deverão morrer no nascedouro. Em primeiro lugar, o PT precisa manter Lula candidato para não comprometer sua coesão interna, pois o veterano político é ainda o único nome que consegue unir todo o partido, o que, se tratando do PT, é uma verdadeira façanha. Em segundo lugar, o tradicional sectarismo petista jamais permitirá que o partido apóie uma chapa onde o nome principal não seja oriundo do PT. O próprio Lula tem dado sinais mais do que claros que não pretende abrir mão de sua quarta candidatura consecutiva. Suas chances permanecem as mesmas das outras vezes, ou seja, seu índice de rejeição continua tão grande quanto o de aprovação. Ainda pela oposição, Ciro Gomes, do PPS, tem garantido boa posição nas pesquisas. Ciro hoje já desfruta de algum reconhecimento fora do Nordeste, mas seu nome enfrenta um dilema eleitoral: os eleitores de esquerda o consideram como um político de direita, onde estão suas origens; e os eleitores do centro e da direita não deixarão de observar que sua legenda é o PPS, um partido que se originou do tradicional PCB, uma sigla que já provocou calafrios em muita gente. De qualquer forma, o nome de Ciro parece ter consistência suficiente até para uma eventual disputa em segundo turno, se a conjuntura lhe for favorável. Seu grande adversário tem sido o sucesso da política econômica do governo. Outros candidatos já anunciados pela oposição são Anthony Garotinho pelo PSB e Itamar Franco, provavelmente pelo PMDB. Garotinho tem origem no PDT de Brizola, mas tem um perfil político de direita, com toques de populismo; e ninguém entende como pode se apresentar como candidato do socialismo. É uma situação parecida com a de Ciro Gomes, mas Ciro ao menos tem o background acadêmico capaz de justificar sua posição. Já Garotinho soa oportunista. Quanto a Itamar Franco, é o tipo de candidato que somente algo tão desprovido de lógica como a política poderia justificar a existência. Itamar age movido por um nacionalismo ultrapassado e demagógico, que ainda pode lhe render uma boa quantidade de votos. Se chegar a lançar sua candidatura por um partido capaz de lhe dar o devido suporte na mídia, é um candidato a observar.Mas é do lado do governo que as coisas serão mais interessantes. O PSDB fará o máximo possível para adiar a formação da sua chapa, evitando quaisquer desgastes antes da devida hora e procurando capitalizar o sucesso atual na condução da política econômica. Mas, como é impossível segurar as ambições individuais de seus integrantes, hoje já temos candidatos declarados e em plena campanha. O mais visível deles é o ministro José Serra, candidatíssimo, e que tem conseguido enfrentar com sucesso a oposição de gente poderosa como ACM e Mário Covas. Sempre é bom lembrar que o próprio FHC não vê com bons olhos a possibilidade de Serra chegar à presidência, pois o identifica com o grupo desenvolvimentista do PSDB. Além de Serra, outro ministro, Paulo Renato, da Educação, também já alinha na faixa de largada (mas ainda bem atrás do ministro da Saúde). O outro atual candidato tucano seria Tasso Jereissati, governador do Ceará. Porém Tasso apostou no cavalo errado nas eleições do congresso, e afundou junto com ACM. Dificilmente terá condições de levantar e seguir na luta, até por que seu outro ponto de apoio tem sido o governador Covas, em tratamento médico e afastado da política. Hoje, o único trunfo de que Tasso dispõe é sua grande amizade com Ciro Gomes, um nome que realmente preocupa o governo. Ao PSDB resta ainda a possibilidade de lançar um nome novo e inesperado, provavelmente da área econômica do governo. É fato notório que o sucessor preferido de FHC seria o ministro Pedro Malan, sobre o qual vários balões foram lançados e nenhum decolou. Mais espetacular ainda, mas não totalmente improvável, seria a candidatura de Armínio Fraga. O presidente do BC é jovem, competente, e permanece totalmente desligado de quaisquer escândalos políticos. E é bem mais carismático que Malan. Seria um azarão interessante neste páreo. Quanto ao PMDB, agora fortalecido e mais unido do que nunca ao governo, tudo se pode esperar. Jader Barbalho, presidente do partido, sempre foi o mais governista de seus quadros. A ele pertence grande parte do mérito de manter o partido na órbita do governo. O apoio de FHC à sua eleição para a presidência do Senado, além de representar uma vingança pessoal contra tudo o que ACM já lhe fez passar; foi também uma forma de premiar Jader por sua fidelidade até aqui. Mas um partido de velhas raposas como o PMDB não vai deixar de aproveitar o capital político recém adquirido. E aproveitou para embolsar um coringa, que é Itamar Franco. O mineiro tanto poderá servir como moeda de barganha com o governo quanto como um fator de ameaça. Itamar é obstinado e teimoso, mas também pragmático o suficiente para reforçar uma eventual chapa PSDB-PMDB. Isto nos leva à nossa última grande questão: e o PFL? Esta é uma pergunta que só poderá ser respondida quando se descobrir quem dará as cartas pefelistas daqui para frente, se ACM ou o grupo de Bornhausen e Marco Maciel. De qualquer forma, hoje o partido parece enfraquecido demais para constituir uma opção consistente para a disputa. Somente depois que se tiver consertado os estragos provocados por ACM é que se poderá ter uma idéia segura sobre os rumos do partido. Além de todas estas considerações, existe a figura do candidato relâmpago, o grande azarão que surge praticamente na reta final, e, em uma atropelada fulminante, ultrapassa todos os concorrentes e acaba vencendo a prova. Todo mundo, eu espero, ainda lembra do fenômeno Collor. Em um país como o Brasil, onde a opinião pública costuma ser determinada em salas de reunião de emissoras de televisão e em função de pesquisas de mercado, tudo pode acontecer. No caso de nenhuma das alternativas governistas decolar, nada impede que possamos ter um novo caçador de marajás embalado pelas asas da mídia. Aí, então, só nos restaria torcer para que tenhamos aprendido a lição. Caso contrário, acompanharemos mais um espetacular caso de aventura política que ninguém sabe como irá terminar. Os textos aqui
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Marco Antonio Lima, Administrador de Empresas, com especialização em Marketing. desenvolve atividades nas áreas de Assessoria e Treinamento Empresarial Outros artigos do autor -------------------------------------------- Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan Brasil Brasília política presidente congresso partido político candidatos Suplicy Lula Ciro Gomes Anthony Garotinho Itamar Franco José Serra Armínio Fraga Pedro Malan |
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