|
|
O Mercado de Trabalho e
a Felicidade Mas afinal o que buscamos ? Há pesquisas que demonstram que o nível de felicidade das pessoas aumenta até um determinado nível de renda, a partir daí estabiliza-se, de forma que seria razoável esperar que a partir de determinado nível de renda as pessoas se desinteressassem de aumentar o seu nível de renda e procurassem aumentar o seu nível de felicidade. Ou não é isso que as pessoas buscam ao ingressar no mercado de trabalho seja vinculado a uma empresa, seja como empreendedor ? Afinal de contas, o que buscamos ? Num país como o nosso em que vários países convivem simultaneamente, desde a miséria mais absoluta, até a opulência regrada a tecnologia de ponta, não há um meio termo que consiga ser o "caminho do meio" entre realização profissional e satisfação pessoal ? Muitas vezes me parece que a maioria de nós, trabalha incessantemente em busca de estabilidade financeira e a partir daí "a glória absoluta". Mas e a maioria absoluta de nós que não atinge esse ápice está fadada a infelicidade ? Como temos uma origem rural, não estaria o nosso nível de felicidade vinculado às nossas origens, ou seja, um retorno à vida rural ? Tenho alguns amigos que viveram até quase os vinte anos uma vida rural e embora hoje executivos de sucesso, vejo neles permanentemente o desejo latente de retornar à terra - vivos obviamente. Mas e o nosso lado urbano que já dura décadas ? E nossos filhos, candidatos naturais a um desemprego altamente qualificado, bilíngue, graduado e pós-graduado ? Se o que buscamos é felicidade, mesclar nossa origem urbana com tecnologia de ponta seria possível ? Ou é apenas devaneio ? Acordar numa área rural, com água pura e pássaros, acessar a bolsa de valores e gerenciar os negócios pela internet não seria uma conjunção factível, inserida na globalização e vinculada às nossas origens ?
Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economianet - www.economiabr.net |
|
|
|
|
|
|