» Economia Brasileira

Uma breve análise do desemprego
(Cláudio Eduardo S. Mendes, 2003-11-18)

O ano de 2004 será marcado por muito trabalho e desafio para o Presidente Lula, que terá de enfrentar o alto índice de desemprego que hoje passa o país. O Brasil. amarga uma taxa de desemprego em torno de 13%, segundo os dados do IBGE. Esse alto índice de desemprego coloca o país em estado de alerta, pois há, hoje, 28,8 milhões de jovens, entre 15 a 24 anos que já estão em condições de ingressar no mercado de trabalho. 

O desemprego é um dos grandes males da atualidade. Da Europa ao Japão verifica-se a diminuição no número de vagas no mercado de trabalho. A Coréia do Sul enfrenta o mesmo problema e nos países em processo de desenvolvimento, a situação não é diferente.

A causa do desemprego é discutida entre estudiosos, governante e formadores de opinião, que apregoam a causa do desemprego como sendo algo estrutural, ligado ao avanço da tecnologia no setor industrial, onde o trabalho manual é substituído pelo uso contínuo das máquinas.
O setor automobilístico expressa com muita propriedade o processo de inovação tecnológica. Na década de 80 , para a indústria automobilística brasileira produzir um milhão e quinhentos mil veículos, havia 140 mil funcionários. Hoje, para se produzir aproximadamente três milhões de veículos, as respectivas montadoras empregam 90 (noventa) mil trabalhadores.

Esses dados nos mostram de uma forma clara, as conseqüências do avanço da tecnologia na formação do desemprego, mas seria um erro atribuir ao avanço da tecnologia toda responsabilidade por esse fenômeno no mundo e em especial no Brasil.

Outros fatores têm sido preponderante para o agravamento deste problema: a falta de qualificação profissional tem colaborado para o elevar o número de desempregados, que perderam os seus postos de trabalho para as máquinas. O Presidente Lula sabe que não basta trazer novamente aqueles que foram excluídos do mercado pelo processo tecnológico, mas também propiciar condições para que os jovens que estão a procura do primeiro emprego possam se inserir no mercado de trabalho.

Atendendo a esta necessidade, o governo sancionou o Programa Primeiro Emprego, em parceria com alguns empresários que receberão ajuda do governo para, juntos, conseguir empregar 250 mil jovens com 16 a 24 anos, que estão ansiosos pelo primeiro emprego.

Um dos gargalos que o Presidente Lula terá que resolver é que não só com parcerias será possível fazer com que aumente a geração de empregos, mas com políticas econômicas que estimulem os empresários a expandirem seus negócios e consequentemente aumentarem os seus postos de trabalho. 

Enfim, não devemos esquecer que o trabalho dignifica o ser humano. E que a criminalidade e a marginalidade são frutos de uma nação que não consegue fazer com que o seu povo, que é criativo por natureza, possa produzir e contribuir para o desenvolvimento do seu país.

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Cláudio Eduardo S. Mendes
é aluno do curso de Economia da UCG, Estagiário do Sebrae/GO e colaborador do Jornal Opção em Goiás
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