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Uma nova (des)ordem
mundial? No passado, Guerra Fria. Na atualidade,
Guerra Santa. Com o fim da Guerra Fria, a derrocada do bloco socialista, a derrubada do muro de Berlim e o desfalecimento do Império Soviético, o mundo presenciou, pouco mais de uma década atrás, o fim da bipolaridade mundial (EUA x URSS). Parecia, então, haver iniciado, à época, uma nova ordem econômica, política, militar e, também, social. Certo? Não. O que se seguiu, a partir de então, foi uma verdadeira desordem mundial. Ao longo desses dez anos que se seguiram aos acontecimentos acima citados, importantes fatos marcaram e imprimiram ao novo mundo uma série de transformações que hoje “sacodem” a paz mundial. Se o fim da Guerra Fria afastou o risco de eclodir uma Terceira Guerra Mundial; predominando, a partir desse fim, uma só força (econômica, política, militar) hegemônica – EUA -, essa mesma força, usando de sua supremacia, prepotência e poderio diversos, preocupada tão somente com a manutenção dessa supremacia, chegando a exercer o papel de “policiais do mundo”, descuidou de verificar o surgimento de novos e temíveis adversários. Um deles, o crescimento do fundamentalismo islâmico que, deturpado por pseudolíderes, fez surgir milícias formadas por extremistas dispostos a tudo, inclusive a matar e a morrer em nome de Alhá. Faço menção aqui, exclusivamente, ao Talibã. Formada a partir dos anos 90, essa milícia agrega hoje - por ironia do destino -, alguém que aprendeu táticas de guerrilha, obteve treinamento e que conheceu mecanismos de defesa com a CIA (Agência de Inteligência Americana). Esse líder, Osama Bin Laden, trata-se, pois, de um “produto” dos Estados Unidos que, ao desenrolar da guerra do Afeganistão, por conta da invasão soviética, nos anos 80, foi instruído pelos norte-americanos, com o intuito de combater os soviéticos, então inimigo dos americanos à época. Resultado disso: hoje, o feitiço virou contra o feiticeiro. Logo, me parece então extremamente
prudente afirmar que os Estados Unidos estão colhendo o que sempre
plantaram. Nos anos 70, foi à vez do Chile conhecer
a “mão de ferro” dos interesses americanos quando, apoiaram o
golpe liderado por Pinochet que culminou com a deposição e morte do
presidente marxista Salvador Allende.
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