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A reforma tributária A reforma tributária é um assunto que, ao longo dos anos, vem sendo discutido em vários debates sobre finanças públicas, dada a sua importância e reflexos na economia nacional. A reforma tributária tornou-se algo primordial para o desenvolvimento da economia brasileira. Após a década de 60, com o passar dos anos, o sistema tributário brasileiro parou de evoluir tecnicamente e, conseqüentemente, não se adaptou às alterações ocorridas na estrutura econômica brasileira desde então, mesmo com a introdução de várias modificações na estrutura tributária através da Constituição Federal de 1988. Diante disso, o governo brasileiro vê a necessidade da implantação da reforma tributária, mas não se empenhou em realizá-la. O próprio Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, confessou que não se empenhou o suficiente para que houvesse essa reforma em seu governo. Com isso, deixou de lado os interesses de aliados e adversários políticos, bem como de empresários, os quais com ansiedade esperavam a implantação da reforma tributária, trazendo consigo inúmeras propostas. Segundo Ribamar Oliveira, em artigo publicado no jornal “Valor Econômico” do dia 22/10/2001, “FHC não apenas não se empenhou como até “sabotou” a tramitação da proposta da reforma tributária”. Isto leva a crer que não haverá reforma tributária no ano de 2002, embora a implantação da mesma pudesse trazer benefícios e ganhos para o país, pois acarretaria melhorias na eficiência e eficácia na arrecadação. Mesmo assim, sem a implantação, o governo tem promovido mini-reformas tributárias com o objetivo de garantir o aumento da arrecadação nos últimos anos. Exemplo: a Receita Federal ampliou sua arrecadação em quase R$ 4 bilhões (no segmento de produção e comercialização de combustíveis, automóveis, remédios e higiene pessoal) devido a mudanças na sistemática de cobrança da COFINS e do PIS/PASEP. Existem vários aspectos envolvidos na
implantação da reforma tributária, conforme o rumo a ser seguido. E é
quase impossível prever qual é o rumo que se seguirá no processo de sua
implantação. No caso brasileiro atual, a reforma tributária deverá
concentrar-se em dois pontos principais: a) alteração do ICMS e b)
eliminação da cumulatividade do sistema tributário brasileiro. De acordo com matéria publicada no jornal
“Valor Econômico” do dia 06/11/2001, com referência aos impostos em
cascata, “... a cobrança de contribuições que incidem em cascata
sobre a produção nacional é apontada como um dos mais pesados
componentes do chamado custo Brasil”. A reforma tributária só deverá voltar à
pauta do Congresso Nacional em 2003, visto que 2002 é um ano eleitoral.
Com isso, a agenda do congresso estará comprometida com as eleições.
Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, a reforma
tributária só deverá ocorrer a partir de 2003, acreditando que antes de
2005, prazo final para a negociação da ALCA (Área de Livre Comércio
das Américas) a reforma será aprovada. Com referência ao sistema tributário
brasileiro, este sistema sofre inúmeras críticas por estar caracterizado
pela existência de quase sessenta tipos de impostos diferentes. É bom
salientar que alguns tributos representam a grande maioria da arrecadação,
como é o caso do ICMS, Imposto de Renda, Contribuição para o INSS,
COFINS, IPI, CPMF e PIS-PASEP. A cumulatividade dos impostos, ou seja, o efeito cascata, a princípio não terá nenhuma mudança radical, apesar da tentativa em substituir estes impostos em cascata pelo Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA), que seria cobrado apenas sobre o valor “adicionado” em cada uma das etapas de produção. Mas, devido à grande importância que possuem os impostos em cascata, em termos de arrecadação, qualquer mudança a ser realizada tem que ser bem estudada, ainda mais em um ano eleitoral.
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