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O Futuro nos Pertence. O Darwin nosso de cada dia... De todas as teorias científicas a que mais me impressiona pela sua estabilidade, pela sua coesão, é a teoria Darwinista, e por partir de uma descrição utilitarista do funcionamento do mundo natural (aspecto iluminista), ela causa tamanho impacto nas ciências em geral, mais especificamente na economia. Adaptação, seleção, competição, são termos freqüentemente utilizados para explica-la. Sabemos que todos os seres vivos competem por recursos escassos, competem entre si, entre outras espécies, enfim, competem incessantemente, e o homem em sua interação com o meio não é diferente. Mas será que eles só competem? A competição eleva o grau de eficiência do indivíduo, mas torna o ambiente geral mais hostil, já a cooperação torna o ambiente menos hostil aos seus participantes, promovendo desenvolvimentos que fogem à dinâmica individual. A competição irrestrita ou a cooperação irracional, desmedida, levam ambas, a degradação das espécies envolvidas e do meio ambiente que as cerca. Competimos e nos tornamos cada vez mais eficientes individualmente, mas nossa vida em sociedade se torna mais difícil de ser vivida. Hoje, no capitalismo, não há propósito racional fora de uma lógica individual, o que Weber(1) chamaria de "viver uma racionalidade individual dentro de uma irracionalidade coletiva". Daí os efeitos colaterais desta irracionalidade: A eterna falta de tempo, as mazelas sociais que nos assolam, a angústia, a ansiosidade moderna, o desemprego... O homem precisa juntar ao competir, o cooperar, e desenvolver relações simbióticas entre viver e produzir, para dar sentido a toda esta competição. Novas perspectivas criativas, de como as empresas possam cooperar com a sociedade a fim de melhorar a vida de todos os seres que nos cercam. A partir daí, desta cooperação, estaremos começando a construir as relações simbióticas que o capitalismo carece. Usar a mídia para formar padrões de consumo que sigam esta tendência, e usar a técnica para tornar tais produtos mais baratos e eficientes frente aos seus consumidores, são a chave deste novo mundo. A metrópole é o resultado da fusão de milhões de produtos, precisamos fazê-los pensando não apenas no segundo do consumo, mas na sua relação profunda, que se traça na arquitetura das relações sociais. A diminuição do impacto ambiental, seja em ambiente humano ou natural será o resultado óbvio de um processo que tem em si uma causa coletiva. Dotar as empresas desta amplitude de visão, auxilia-las para que tornem sua competitividade mais saudável, para seus lucros e para sua comunidade, ensina-las a cooperar sob novas perspectivas sociais, que não impliquem em sacrifícios de marketing, mas que tais iniciativas façam parte de seus investimentos naturais, que façam parte de seus produtos é o cerne da questão. É preciso mudar a estrutura cultural do capitalismo. (1)Consulte: WEBER, Max - A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Coleção Os Pensadores, São Paulo, Ed. Abril Cultural, 1980
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