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A Imagem do Tio Sam por Ricardo Raele Li um ótimo artigo aqui publicado sobre o
padrão digital de televisão a ser adotado no Brasil... Como todos sabem
existe uma guerra internacional por este mercado bilionário pois toda a
infra estrutura de todas as televisões estarão sendo remodeladas de acordo
com o padrão adotado em cada país. A China exemplarmente construirá seu próprio
padrão, existem ainda padrões Europeus, Japoneses e Americanos... O Brasil
optará por um em breve... Os EUA nos pressionam por um padrão americano...
“América para os americanos” (do norte). O problema de escolhermos este ou aquele
padrão do ponto de vista econômico caminha em analisarmos os ganhos
financeiros e tecnológicos que teremos em relação a adoção de cada um
deles, impactando na balança comercial, geração de empregos, substituição
de infra estrutura, etc. Acho fundamental dissecarmos tais pontos,
é o mais lógico a ser feito. Mas gostaria de introduzir nesta pauta um
ponto de vista sociológico que resultará em um impacto econômico ainda
maior do que os bilhões de substituições de equipamentos. Alguém já se perguntou por que um general
entregou o Oscar nos EUA? Pois eu vou contar para vocês... É porque
o cinema garante bilhões de dólares de receita na bilheteria e TRILHÕES
de dólares na ideologia que ele vende... Ou vocês acham que o menino de
quinze anos não quer o tênis que aparece no filme? Quantos produtos e
estilos de vida (padrões de consumo) aparecem e uma hora de filme?
Centenas? Não... São milhares. E se o cinema é tão importante tendo uma
hora de filme, quem vai entregar o Oscar da TV digital Americana, que vai
passar no Brasil vinte e quatro horas por dia? Júlio César é meu
palpite... Agora o leitor dirá “...o padrão técnico
da TV não tem relação direta com o conteúdo que ela passa...” Pode até
ser verdade em teoria... Mas é lógico que todos os custos de conversão de
programas e a facilidade de acesso dos produtores a televisões que já estão
em seus padrões garantem uma vantagem competitiva inicial neste cenário...
Fora o fato de que muitos produtores de equipamento são acionistas de
produtoras de programas ou no mínimo tem negócios entre si. Óbviamente o que está em jogo é a
facilidade de veiculação de uma ideologia de consumo... Que começa nas
telecomunicações, do padrão de TV, e acaba na fila do Mc Donalds. Estive na China em 97 e conheci alguns
cientistas brasileiros que construíam um satélite por lá. Ora se construímos um satélite em
conjunto porque não um padrão de TV para o terceiro mundo? E quem sabe
vender milhões de camisas amarelas na copa do mundo? Quase me esqueci! Já
é tarde de mais... Afinal a nike já faz isso, não é? _____________ Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores e podem não expressar a opinião da Economiabr.Net
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