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A Educação Profissional e a quebra de paradigmas

Vivemos na chamada era do conhecimento, do capital intelectual, da criatividade e genialidade, embalados ao som da globalização e da internacionalização da economia. Neste novo cenário, antigos paradigmas foram quebrados, e os profissionais foram colocados em um período de transição delicado, que traz muitas incertezas e inseguranças.            

O que se pode concluir desta revolução do conhecimento, primeiramente, é que o perfil profissional desejado pelas empresas mudou. Hoje, cada ano de estudo representa, em média, 15% de aumento salarial. Os brasileiros possuem, em média, cinco anos de estudo. Depois, devemos considerar que o valor da boa e contínua educação passou a ser competitivo. Quase 15% das pessoas que tiveram entre cinco e 11 anos de estudo encontram-se desempregadas. Neste grupo, incluem-se os jovens que não têm qualificação suficiente, mas não aceitam o subemprego destinado aos analfabetos ou aos que possuem o curso primário incompleto, que apresentam taxa de desemprego de 4,5%. Os jovens que têm formação acadêmica, 12 ou mais anos de estudo, apresentam o percentual mais baixo de desemprego, 3,1 %, e um índice de ocupação de 77%.

  A educação do século 21 deve combinar, satisfatoriamente, cinco elementos essenciais: informática, mídia, pais, comunidade e professores. O mercado está sendo redefinido para uma aprendizagem permanente, cujos segmentos principais são clientes, empregados e estudantes, nessa ordem. Qualquer empresa pode se tornar produtora de conhecimento. Uma nova geração de tecnologias inteligentes e humanizadas revolucionará a aprendizagem na empresa, antes de afetar alunos e professores nas escolas.            

A aprendizagem orientada pela empresa será organizada de acordo com os valores da atual era da informação. As escolas adotarão práticas empresariais para aperfeiçoar seu desempenho, ficando claro que o ensino ministrado nas escolas não irá desaparecer. A revolução na maneira de aprender vai piorar a divisão entre as classes, exigindo que corrijamos desigualdades humanas e sociais.

 

Quando um aluno me pergunta se fazendo determinado curso vai arrumar emprego, eu respondo que não sei, mas que ele com certeza terá uma profissão. É justamente isso que deve ser valorizado na educação: a formação de profissionais. Criar uma cultura de empreendedores, de empregados, e não formar pessoas para serem empregados de empresas, indústrias, pois esses empregos poderão não existir mais. O ameaçador mundo sem empregos, ou com poucos empregados, é uma grande oportunidade para um mundo com muito trabalho para muitos prestadores de serviço. Pouco a pouco, as organizações vêm criando as chamadas universidades corporativas, onde os profissionais, mesmo depois de formados, irão aprender a aplicar, de forma prática, os seus conhecimentos, utilizando-se das modernas tecnologias de produção. Com isso, a educação profissional deve preparar os alunos desenvolvendo uma mentalidade de educação contínua e de interesse pelo aprendizado e pela descoberta, o que fará com que se tornem melhores profissionais, mais flexíveis, criativos, que saibam trabalhar em grupo, enfim, pessoas que encontrem novas soluções para novos problemas.

A educação profissional moderna está formando profissionais com várias habilidades através dos cursos técnicos em módulo, onde o aluno recebe um certificado a cada módulo concluído, podendo atuar em várias áreas de sua formação, além da obrigatoriedade de estar cursando, no mínimo, o segundo ano do segundo grau, aumentando seu nível de escolaridade. O ensino básico, hoje em dia, precisa incentivar habilidades como o trabalho coletivo, a capacidade de análise, uma boa comunicação e o estar atento às notícias. Precisa dar menos conteúdo e mais habilidades e valores, pois a demanda do mundo é outra. Não se trata de profissionalização precoce, mas é necessário fazer com que o aluno continue aprendendo, pois os postos de trabalho se modificam a cada instante.

  A criação dos cursos seqüenciais também é importante para a formação do multi-especialista por ampliar o leque de opções em sua carreira, valorizando a boa e contínua educação. A educação profissional passa a adotar a filosofia do aprendendo a aprender, valorizando os relacionamentos interpessoais e motivando as pessoas a valorizar suas profissões.

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Renê Fernando Cardoso – Administrador de Empresas – Pós Graduado em Administração de Recursos Humanos - Consultor do Núcleo de Aperfeiçoamento de Vendas ( Nuclave ) – Autor do livro Empregue-Se / Como Obter, Manter Ou Aumentar A Sua Empregabilidade - Ed. Edicta.
E-Mail : Rfcardoso@Fazenda.Sp.Gov.Br 

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Publicado em Dezembro de 2000

 

... Renê Fernando Cardoso – Administrador de Empresas – Pós Graduado em Administração de Recursos Humanos - Consultor do Núcleo de Aperfeiçoamento de Vendas ( Nuclave ) – Autor do livro Empregue-Se / Como Obter, Manter Ou Aumentar A Sua Empregabilidade - Ed. Edicta.

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