Há alguns anos atrás imaginava-se carros no futuro abastecidos em tomadas de força utilizando a energia elétrica. Depois sonhou-se mais longe ainda, carros movidos a hidrogênio.
O entrave tecnológico certamente não é ocasionado por incompetência dos cientistas mas sim pela "incovêniencia" que representa à economia privada. A poderosa indústria do "Ouro Preto" não pode perder mercado.
Mas o mercado é cada vez mais exigente pois trabalha focado na redução de custos. E justamente por isso, ganha espaço um projeto mais realista: Veículos Híbridos que utilizam motores a gasolina ou diesel associados a um motor elétrico. Representa menos poluição além de aproveitar "sobras" de energia. Parte delas vêm da frenagem: eles convertem em eletricidade parte da energia cinética (do movimento) que normalmente se perderia ao reduzir a velocidade do carro. As descidas também são aproveitadas.
A indústria automobilística está atenta a isto, tanto que já foram vendidas milhares de unidades no Japão e ganhando mercado nos EUA. Temos o caso da FedEx (Federal Express) maior empresa de correios dos EUA, que anunciou nesta terça-feira (20) a compra de 20 caminhões híbridos a título de teste. David J. Bronczek presidente desta companhia anunciou a possibilidade de substituir toda a frota (30 mil caminhões). Alguem da OPEP pode me dizer se vai sobrar petróleo? Bush pelo menos tem bastante.
Bom seria que outras indústrias norte-americanas também adotassem medidas para redução do impacto ambiental (mesmo que seja por convêniencia).
Já no Brasil, a montadora que faltava, anunciou no mês passado a produção dos veículos com motores que utilizam tanto gasolina como alcool. Por enquanto, este é o híbrido brasileiro.
____________________ Airan Silva, Consultor de Comércio Exterior -Uruguaiana/RS Outros artigos do autor