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Mundo
A crise na
Economia Norte-Americana
Ao final da década de 40 o Plano Marshall para reconstrução dos
países da Europa e do Japão significou a injeção de milhões de dólares
nas economias combalidas e a moeda americana passou a desempenhar papel único
de meio comercial nos contratos e acordos internacionais. Porém sua
aceitabilidade, credibilidade e estabilidade nas transações
internacionais apresentavam um grave paradoxo: como controlar o provável
efeito de sobregiro financeiro?
(Pedro Paulo Silveira Felicíssimo, 2002-11-25)
Alca
e Mercosul
Estamos diante de uma decisão muito importante para o futuro do
país. Optar entre a Alca ou o Mercosul. Não que ambas não possam
existir concomitantemente, pois uma não excluiria a outra, mas essa
coexistência pode tornar o Mercado Comum do Sul uma integração fictícia
à medida que submergiria devido a circunstâncias de intercâmbio com a
Alca. Este fato acarretaria uma centralização em torno dos Estados
Unidos, podendo acabar inevitavelmente com a autonomia brasileira frente
ao Mercosul.
( Elvis Albert Robe Wandscheer, 2002-11-25)
Países
em concordata: A infâmia da globalização neoliberal
Para o capitalismo, ainda com maior razão na época do
neoliberalismo, é insuportável aceitar a possibilidade de que um
país em vias de desenvolvimento possa declarar a moratória da dívida
externa, ou a impossibilidade de pagá-la, devido à fragilidade das
suas finanças ou das suas possibilidades econômicas - originada
precisamente nos compromissos usurários impostos, adquiridos junto
aos organismos de crédito internacional.
(Carlos A. Lozano Guillen, 2002-10-21)
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Um
país refeito pelas redes econômicas globais
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As
Metamorfoses do Poder
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Argentina:
O cemitério da globalização espanhola
Petróleo
Sustentabilidade
no século XXI
Durante o século XXI parece inevitável o fim do petróleo
(petroleum crunch) . O mundo não pode consumir 28 mil milhões de barris
de petróleo bruto por ano e ilusoriamente esperar que este continue a ser
'sustentável'. Com reservas de petróleo estimadas em cerca de 1000 mil
milhões de barris, é claro que dentro destas próximas décadas a oferta
inevitavelmente deixará de cobrir a procura, na medida em que as reservas
de petróleo gradualmente secarem.
( A. M. Samsam Bakhtiari, 2002-10-25)
A
terceira mundialização
Partindo da ideia de que a economia de um país depende cada vez
mais da economia mundial, os países industrializados tendem a
apropriar-se de todos os tipos de produções deslocalizáveis graças às
telecomunicações e à telemática.
(Glória Rebelo, 2002-10-14)
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Brasil
Abertura Econômica e Desemprego
O desemprego é um dos mais complexos problemas das sociedades contemporâneas, já que o trabalho representa a independência individual, as rendas das pessoas e o seu status social.
O modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil através da abertura da economia e privatizações, leva a discussões a respeito do desemprego no páis.
(Marines R. de Oliveira, 2002-11-26)
Um Novo
Modelo
Mais importante na análise de Furtado, porém, é o fato de que as
classes beneficiadas com essa concentração não se revelam à
altura de seu papel de elite. Ao copiarem os padrões de consumo
norte-americanos, não poupam para investir e endividam o país no
exterior
Ao reproduzirem os padrões de consumo do centro, reproduzem também,
de forma acrítica, a ideologia externa. Em vez de definirem qual o
interesse nacional e o defenderem, dedicam-se ao "confidence
building". O que lhes interessa é saber o que os estrangeiros
pensam do Brasil, não o que o Brasil pensa sobre seu futuro.
(Luiz Carlos Bresser-Pereira, 2002-11-10)
Os caminhos brasileiros na
eleição presidencial de 2002: superação ou aprofundamento da dependência?
Ignorar o passado expõe com freqüência ao risco de repeti-lo. Um fato
que tem passado desapercebido na campanha eleitoral deste ano diz respeito
a um tema que foi arduamente debatido na década de 1960: a teoria da
dependência. O livro de Theotônio dos Santos (2000), "A teoria da
dependência", resume as divergências ocorridas desde então.
(Rodrigo Medeiros, 2002-10-25)
Desenvolvimento Econômico
Belíndia
Em 1974, Edmar Bacha cunhou essa expressão para definir o que
seria a distribuição de renda no Brasil, à época (uma mistura entre
uma pequena e rica Bélgica e uma imensa e pobre Índia), o economista
ainda pensa ser válida a expressão para definir a distribuição de
riquezas no país hoje. E ao que parece segundo dados apurados pelo IBGE,
infelizmente é exatamente o que podemos constatar.
(Alan Henriques, 2002-09-16)
Opinião
Argentina: O
cemitério da globalização espanhola
Em quatro anos, entre 1998 e 2001, a Espanha passou de 10% do
"stock" de IDE na Argentina para 28,5%, colocando-se mais
próxima dos Estados Unidos, que detém a liderança (30,5%), e à frente
do IDE que vem pela via dos paraísos fiscais (estimado em 13%).
Acrescente-se que a Espanha ocupou durante dois anos consecutivos (1999 e
2000) o sexto lugar entre os principais investidores no mundo.
(Silvia Chauvin e Jorge Nascimento Rodrigues,
2002-06-16)
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