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Economia centralizada

Sistema econômico que se caracteriza por fortes regulamentação e planificação por parte do Estado nos países comunistas. A queda dos sistemas comunistas nos países do Leste Europeu, em 1989, e na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, serviu como argumento para demonstrar não somente que a planificação centralizada ou o projeto comunista fracassou, mas também que é inviável. Uma opinião mais serena não estabeleceria generalizações tão taxativas. Em primeiro lugar, não se pode valorizar sua pertinência baseando-se nos sucessos econômicos e, em segundo lugar, sua associação com o termo socialismo ou comunismo somente tem sentido quando se trata de mostrar que esse era o único sistema econômico alternativo ao capitalismo.

Esse sistema econômico não foi implantado na URSS depois da Revolução Russa de 1917, mas quando Josef Stalin, em meados da década de 1920, tomou o poder e o controle do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Com o objetivo de reconstruir a economia a curto prazo, os objetivos, a médio prazo, consistiam em conseguir um desenvolvimento econômico gradual, fomentando um crescimento equilibrado em todos os setores industriais. A vitória de Stalin supôs uma política, em grande parte, de industrialização, com três aspectos políticos e econômicos inter-relacionados: a coletivização forçada do setor agrícola controlado por granjas estatais, o controle centralizado da economia mediante planos qüinqüenais e a neutralização da oposição com a reforma do sistema político. A coletivização pretendia eliminar a dependência alimentícia do setor industrial, suprimindo os pequenos proprietários agrícolas e aumentando o excedente do setor. A proibição dos mercados e a centralização da tomada de decisões econômicas pretendiam maximizar o uso dos recursos destinados à indústria. Essa política teve importantes efeitos negativos sobre o nível de vida médio da população.

Os planos qüinqüenais teriam que ser planos agregados, porque não se poderia realizar um plano para cada um dos 12 milhões de bens produzidos em uma sociedade industrial. Ao permitir um certo grau de discricionariedade em cada setor, indústria ou empresa, esses planos em cada setor, indústria ou empresa, esses planos somente podiam ser aplicados de forma eficaz em função dos objetivos gerais que inspiraram o plano, e sua eficiência dependia dos objetivos políticos. A premiação dos gestores ou administradores, em função da capacidade para o cumprimento dos objetivos do plano, implicava em motivos para pedidos de mais matérias primas necessárias e para subestimar a capacidade produtiva da fábrica. Portanto, a centralização provocou um desenvolvimento desequilibrado, incompatível com uma planificação eficiente. De fato, pretender alcançar determinados objetivos, mediante a racionalização e a utilização de recursos e sua aplicação de forma cooperativa, imaginativa e motivada, não permite definir a economia centralizada do regime stalinista como uma economia "planificada". Devido à posição monopolista dos produtores, não existiam incentivos para adaptar-se às variações da demanda ou para melhorar a qualidade dos produtos.

Esse sistema só foi exportado para o resto do Leste Europeu a partir de 1945. Em 1947, quando a União Soviética decidiu não incorporar-se ao Plano Marshall, desconfiando das intenções do Ocidente, Moscou mudou sua estratégia, impondo pela força governos comunistas nos países que estavam sob sua esfera de influência. O objetivo era copiar o mecanismo da economia centralizada, reforçar o auto-abastecimento, para eliminar a dependência comercial da Europa Ocidental, e criar relações comerciais bilaterais com cada país, criando assim uma dependência econômica com a URSS (ver COMECOM).

A partir do início da década de 1960, tornaram-se patentes os problemas e surgiram numerosas reformas, conduzindo a uma situação insustentável que deu lugar à política da perestroika, ou "reforma econômica" de Mikhail Gorbatchov, e sua contrapartida política, denominada glasnost ou "transparência": a supressão parcial da censura e o fomento da crítica positiva, que pretendiam também debilitar os opositores das reformas. Entretanto, os efeitos dessas medidas foram incontroláveis.

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